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Ciência de catalisadores de carros leva Nobel de Química

10/10 - 09:16 - Agência Estado

O comitê responsável pelo Prêmio Nobel de Química anunciou que o ganhador deste ano é o alemão Gerhard Ertl, por seu trabalho pioneiro na química de superfícies sólidas - que explica como o ferro enferruja e como funcionam os catalisadores de carros e as células de combustível movidas a hidrogênio.

 

Ertl, que completou hoje 71 anos, disse que "este é o melhor presente de aniversário que se pode dar a alguém. Fiquei realmente sem fala". O prêmio é de 10 milhões de coroas suecas, quantia equivalente a US$ 1,5 milhão.

Em seu anúncio, o comitê lembra que "reações químicas em superfícies catalisadoras desempenham um papel vital em várias operações industriais, como a produção de fertilizantes. Química de superfícies pode, até explicar a destruição da camada de ozônio, já que etapas vitais ocorrem, de fato, na superfície de cristais de gelo na estratosfera".

O texto acrescenta que "a indústria de semicondutores (chips de computador) é outra área que depende de conhecimentos de química de superfície".

"Sua metodologia é usada tanto no meio acadêmico quanto no desenvolvimento industrial", afirma o comitê. Ertl também "estudou a oxidação de monóxido de carbono em platina, a reação que ocorre nos catalisadores da descarga dos carros".

Quando uma molécula de gás atinge uma superfície sólida, ela pode simplesmente quicar e ir embora ou se fixar ali - nesse último caso a interação com os átomos da superfície pode ser tão forte que a molécula se dissocia em grupos de átomos. Ela pode reagir diretamente com a superfície, alterando-a. Ou pode encontrar outra molécula, também presa na superfície, e reagir com ela.

Há várias situações práticas em que esses cenários são muito importantes. A agricultura mundial vem sendo abastecida com fertilizantes artificiais ricos em nitrogênio desde 1913 graças ao processo Haber-Bosch, no qual o nitrogênio do ar é convertido em amônia com o uso de um catalisador de ferro.

Camadas de semicondutores, usadas na fabricação de microchips, são produzidas pela deposição de vapor químico sobre superfícies sólidas. E grandes recursos são investidos, atualmente, no desenvolvimento de células de combustível que permitam o uso de hidrogênio como combustível em automóveis.

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