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Ataques suicidas matam 22 no norte do Iraque

09/10 - 08:00 - Redação com Reuters

BAGDÁ - Dois ataques suicidas com carros-bomba mataram ao menos 22 pessoas no norte do Iraque nesta terça-feira. Eles tinham por alvo um chefe policial e um líder tribal árabe sunita que trabalha com as forças dos Estados Unidos contra terroristas da Al-Qaeda no país.

Os dois carros-bombas explodiram em Baiji. A cidade é um importante centro de refino de petróleo, alimentado pelos vastos campos da área de Kirkuk.

'Veja isso. Isso é aceitável? Deus aceita isso?', perguntou um jovem segurando páginas rasgadas e cheias de sangue de um Alcorão, no lado de fora de uma mesquita atingida por uma das explosões.

O chefe policial ficou ferido e o estado do líder tribal é incerto, segundo autoridades.

A Al-Qaeda no Iraque prometeu atacar autoridades do governo e líderes tribais que uniram-se aos militares norte-americanos para combater o grupo.

Perto da mesquita, homens procuravam por sobreviventes nos escombros. Várias casas na área foram destruídas.

'Estávamos perto da mesquita esperando pelo amanhecer e vimos um microônibus se aproximando', disse à TV Reuters o imã da mesquita Abdullah al-Nami. Segundo a polícia, a outra bomba estava em uma pick-up.

Saiba mais sobre a guerra no Iraque

Os EUA invadiram o Iraque em 20 de março de 2003 com a justificativa de que o regime então controlado por Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa. A ação não teve apoio do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), mas o governo de George W. Bush conseguiu aliados importantes na Europa como o então premiê britânico, Tony Blair, e os primeiros-ministros da Itália, Silvio Berlusconi, e da Espanha, José Maria Aznar. A chamada 2ª guerra do Golfo durou até o dia 1º de maio daquele ano e desde então tropas lideradas pelos EUA ocupam o país.


O presidente iraquiano, Saddam Hussein, foi deposto e fugiu. Tropas dos EUA o encontraram em 2004. Seu julgamento foi marcado   pelo assassinato de três advogados de defesa, a troca do juiz-chefe e sucessivos adiamentos e interrupções. Ele foi condenado a forca por crimes contra a humanidade por um júri iraquiano. Saddam foi executado em 30 de dezembro de 2006.

Desde o começo da ocupação, o Iraque entrou em um processo de convulsão social. As diferentes etnias iraquianas - curdos, xiitas e sunitas - lutam entre si e contra os invasores. O governo do premiê Nuri Al-Maliki tenta contemplar essas lideranças em uma coalizão. Até hoje, cerca de 79 mil iraquianos morreram na invasão. As tropas dos EUA perderam mais de 3 mil homens desde o começo da ação. Atualmente 160 mil soldados norte-americanos estão no país e 30 mil devem voltar para casa até 2008.

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