08/10 - 18:14, atualizada às 18:59 08/10 - Redação com AFP
Com um ato político-cultural na Praça da Sorbonne, no coração do Quartier Latin em Paris, começou nesta segunda-feira uma semana de homenagens pelo 40º aniversário da morte de Ernesto Che Guevara, na Bolívia, organizada pela Associação França-América Latina.
Para a próxima quarta-feira está programada a projeção de um documentário do cineasta Maurice Dugowson, "El Che Guevara, investigação sobre um homem lendário", em um cinema local, com a participação em um debate do roteirista, Pierre Kalfon, ex-correspondente na América Latina do jornal francês Le Monde.
Para o sábado, o Sindicato de diretores dos serviços públicos de Paris organizou um colóquio sobre o tema "Ética e pensamento político de Che nos dias de hoje", também na capital francesa.
Homenagem da família
Ernesto, o filho mais novo de Che Guevara, passou diante do túmulo de seu pai, no memorial da cidade de Santa Clara, montado numa Harley-Davidson, em uma singular homenagem que ele e seus colegas motociclistas cubanos prestaram ao guerrilheiro nos 40 anos de sua morte.
Escoltado por 37 motoqueiros, Ernesto guardou um minuto de silêncio à saída do monumento, para depois prestar um ensurdecedor tributo: acelerou à toda velocidade sua moto vinho modelo 45, de 1937, quebrando a solenidade do lugar.
Numa aparente contradição, os motoqueiros, vestidos de negro e usando correntes, homenagearam o guerrilheiro justamente com um dos símbolos dos Estados Unidos, país que ele mais combateu.
"Estou aqui como um 'harlista' a mais", declarou à AFP Ernesto, que vestia uma camiseta e jeans azuis e era apenas um bebê quando o pai partiu para a Bolívia, em novembro de 1965, para encabeçar um movimento guerrilheiro que concluiu 11 meses depois em fracasso e sua execução.
O vice-presidente do Clube da Harley-Davidson de Cuba, Onelio Acosta, explicou que, além de Ernesto "amar as Harley", Che Guevara foi "um grande amante das motocicletas".
"Ele viajou pela América Latina numa Norton 250, inglesa", informou o especialista, referindo-se à viagem que Guevara e seu amigo amigo Alberto Granados fizeram entre dezembro de 1951 e julho de 1952.
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