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Justiça britânica divulga novas fotos do dia do acidente que matou Diana

03/10 - 06:57 - Redação com agências internacionais

A Justiça britânica divulgou nesta terça-feira fotos inéditas do dia do acidente automobilístico que levou à morte a Princesa Diana, em Paris. Um das fotos mostra a princesa no banco traseiro do carro, escondendo o rosto dos fotógrafos, momentos antes da colisão.

As demais imagens apresentadas mostram o veículo completamente destruído no interior do túnel D´Alma, na capital francesa.


Imagens inéditas do acidente foram divulgadas hoje


O inquérito judicial sobre a morte da princesa Diana, num acidente de carro em Paris há cerca de dez anos, começou na última terça-feira com acusações de que a família real britânica encomendou a morte dela.

Mohamed al-Fayed, cujo filho Dodi, namorado de Diana, também morreu na batida, afirmou que o casal foi morto por ordem do marido da rainha Elizabeth, o ex-sogro de Diana.

Acusações

Numa série de acusações ouvidas no tribunal pelo juiz, o dono da loja de departamentos Harrods afirmou que a família real não suportava a idéia de Diana se casar com um muçulmano.

Grandes investigações feitas pelas polícias francesa e britânica concluíram que as mortes se deveram a um acidente, causado por um motorista bêbado. As teorias conspiratórias de Fayed foram rejeitadas.

O juiz Scott Baker afirmou que Fayed alegou, no testemunho, que a família real 'não podia aceitar que um muçulmano egípcio pudesse acabar sendo o padrasto do futuro rei da Inglaterra (o filho mais velho de Diana, William)'.

'Ele acredita que se tomou a decisão de matar Diana e Dodi. Ele coloca o príncipe Philip no centro da conspiração.' O juiz disse ao júri: 'Vocês terão de ouvir com cuidado as testemunhas para ver se há alguma prova que sustente essa afirmação.'

O acidente

Diana, 36, Dodi al-Fayed, 42, e o motorista Henri Paul morreram quando o Mercedes em que estavam bateu num túnel em Paris, enquanto eles fugiam dos paparazzi.

Fayed disse que Diana estava grávida de Dodi e que o casal planejava anunciar o noivado. Segundo ele, serviços de segurança franceses e britânicos tinham grampeado o telefone de Diana e sabiam dos planos.

Ele afirmou que o casal morreu porque uma arma especial disparou um flash para distrair o motorista, enquanto um Fiat Uno branco empurrava o Mercedes. O magnata também disse que o corpo de Diana foi embalsamado às pressas para esconder a gravidez dela.

O juiz disse que Diana falara ao advogado e ao mordomo que temia morrer num acidente automobilístico.

O inquérito judicial deve levar até seis meses. A Grã-Bretanha teve de esperar a conclusão do processo legal francês e da investigação policial britânica para que o inquérito pudesse começar. Pela lei britânica, o inquérito judicial é necessário para determinar a causa da morte quando ela não é natural.

O juiz Scott Baker deve ir com o júri, composto de seis homens e cinco mulheres, a Paris na semana que vem para visitar o local da batida.





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