23/09 - 12:21 - Redação
Em um artigo polêmico, a italiana Lina Pavanelli, especialista em tratamento intensivo e chefe da escola de anestesia da Universidade de Ferrara, na Itália, declara que o papa João Paulo II não morreu somente devido à sua doença. De acordo com a revista americana Time, a médica argumenta que o papa sofreu o que a própria Igreja consideraria eutanásia.
O artigo, intitulado The Sweet Death of Karol Wojtyla (A Doce Morte de Karol Wojtyla), foi publicado na revista bimestral Micromega, famosa por criticar a posição do vaticano em questões de ética na medicina. O texto afirma que a demora em colocar um tubo de alimentação em João Paulo II, o que foi feito só em seus últimos momentos, teria acelerado sua morte.
A autora baseia suas conclusões em sua experiência médica, nas observações da imagem do pontífice na televisão, em reportagens e em um livro do médico que tratou o pontífice. Lina acredita também que os médicos explicaram a situação ao papa, que teria se recusado a ser alimentado artificialmente.
O Vaticano divulgou uma nota em que nega as afirmações da médica italiana e reforça que João Paulo II e seus médicos tentaram evitar a morte de todos os jeitos. “O tratamento nunca foi interrompido”, declarou o médico Renato Buzzonetti, que cuidou de João Paulo II por muito tempo e atualmente monitora o papa Bento XVI. “Qualquer um que diga o contrário está enganado”, garantiu ele.
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