21/09 - 11:40, atualizada às 20:57 21/09 - Redação com agências internacionais
JOHANESBURGO - O presidente George W. Bush declarou, na quinta-feira, que não há mais "Mandelas" no Iraque para ajudar no processo de reconciliação do país porque o ex-ditador Saddam Hussein, derrubado após a invasão americana, matou todos eles. Ao contrário do que sugeriu a constrangedora gafe proferida por Bush, que citou a morte do líder sul-africano para tentar explicar a violência sectária no Iraque, Nelson Mandela continua vivo.
Ao evocar, durante uma entrevista coletiva, o tema sensível da reconciliação das diferentes facções no Iraque, Bush se referiu ao ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, que soube trazer paz a seu país após o apartheid.
Em discurso defendendo sua estratégia na guerra, Bush disse que a brutalidade no regime de Saddam Hussein impossibilitou o surgimento de um líder que unificasse o Iraque e impedisse a violência sectária que tomou conta do país.
'Ouvi alguém dizer: 'Cadê o Mandela?'. Bem, Mandela está morto, porque Saddam Hussein matou todos os Mandelas', disse Bush, conhecido por seus deslizes verbais, em entrevista coletiva na quinta-feira em Washington.
O embaixador dos Estados Unidos no Iraque, Ryan Crocker, já havia utilizado esta comparação na semana passada num discurso diante de uma comissão parlamentar.
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| Nelson Mandela recebeu o prêmio Nobel da Paz |
Referências à sua morte -- Mandela tem 89 anos e a saúde cada vez mais frágil -- são consideradas indelicadas na África do Sul.
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