20/09 - 07:28, atualizada às 12:16 20/09 - Reuters

DUBAI - O líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama Bin Laden, convocou uma guerra santa contra o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, em uma gravação exibida na internet nesta quinta-feira.
"É uma obrigação para os muçulmanos do Paquistão empreender a Jihad (guerra santa) e combater para derrubar Pervez, seu governo, seu exército e todos os que vão em sua ajuda", declarou uma voz atribuída a Bin Laden.
O líder da Al-Qaeda anunciou a intenção de sua organização de vingar o sangue derramado pelos "campeões do Islã", disse.
A última vez que Bin Laden apareceu em um vídeo foi no dia 7 de setembro, dizendo em sua primeira aparição em quase três anos que os Estados Unidos continuavam vulneráveis a ataques.
O líder da rede Al-Qaeda também divulgou uma fita de áudio no dia 11 de setembro, elogiando os 19 sequestradores de aviões que atacaram Nova York e Washington seis anos atrás.
Paquistão reage
O Paquistão minimizou nesta quinta-feira o anúncio de uma suposta declaração de guerra de Osama Bin Laden ao presidente Pervez Musharraf e afirmou que o país continuará na luta contra a Al-Qaeda.
"Já estamos comprometidos no combate aos extremistas e terroristas. Não há mudança em nossa política", declarou à AFP o general Waheed Arshad, porta-voz do Exército, ao ser questionado sobre o anúncio de que Bin Laden ameaçaria o país.
O general Musharraf é aliado dos Estados Unidos na luta contra o terrorismo e está há muito tempo na mira da Al-Qaeda. Ele se aliou aos Estados Unidos para derrubar no fim de 2001 o regime talibã que abrigava Bin Laden no Afeganistão.
Sob pressão dos Estados Unidos, o Paquistão intensificou há dois meses as operações contra os combatentes islamitas que ocupam as zonas tribais do noroeste do país, sejam eles paquistaneses ou estrangeiros.
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