13/09 - 20:08, atualizada às 22:46 13/09 - Redação com agências internacionais
SÃO PAULO - O presidente dos EUA George W. Bush fez um discurso na Casa Branca, nesta quinta-feira à noite, afirmando que o Iraque está fazendo progresso e a escalada obteve sucesso, permitindo que 5.700 soldados voltem para os EUA antes do Natal. Ele adotará as recomendações do general Petraeus e 30 mil tropas retornarão até julho de 2008.
Segundo o presidente, os iraquianos moderados se cansaram da ameaça constante da Al-Qaeda e agora estão ajudando as tropas americanas a denunciar os rebeldes, dizendo sua localização. Graças ao Exército, os grupos extremistas estão sendo dissolvidos e seus líderes sendo presos. A província de Anbar, que já foi uma das mais voláteis do país, é a que mais contribui com os EUA.
"Os cidadãos de Anbar, que antes temiam ser decapitados por conversar com um americano ou um soldado iraquiano, agora vêm nos falar onde os terroristas estão escondidos".
"Jovens sunitas que antes eram insurgentes estão se unindo ao Exército e a Polícia. E com a ajuda dos Times de Reconstrução das Províncias, novos empregos estão sendo criados e os governos locais estão se reunindo de novo", disse Bush.
Bush enfatizou as conquistas obtidas nos últimos meses, da mesma forma que fizeram no Congresso Petraeus e o embaixador dos EUA no Iraque, Ryan Crocker.
Petraeus disse que desde janeiro os assassinatos sectários caíram em 50% em todo o país árabe, e em 80% se a análise for feita somente na capital Bagdá.
No mesmo discurso, o presidente deixou claro que a presença dos Estados Unidos no Iraque não vai terminar em curto prazo ou mesmo quando abandonar a Casa Branca. Bush disse que se os EUA não podem abandonar o país enquanto ele luta pela sua sobrevivência.
A redução, segundo disse Petraeus no Congresso, começaria com o retorno de uma Unidade de Infantaria da Marinha (cerca de 2.500 soldados) em setembro, e outra de combate em dezembro (de três mil a cinco mil oficiais).
Bush acredita que o início do retorno das tropas no Iraque poderá pôr um fim às divisões que vêm se abatendo sobre os americanos desde 2003.
"Pela primeira vez em anos, os que estiveram em lados opostos neste complicado debate poderão voltar a estar juntos", disse nesta quinta-feira o líder à nação.
A retirada não é tão rápida nem ampla quanto os democratas queriam, mas pode dar mais tempo a Bush, que prometeu na quinta-feira 'apresentar uma visão' para o futuro do envolvimento norte-americano no Iraque, quatro anos e meio depois da invasão que derrubou o regime de Saddam Hussein.
Várias pesquisas publicadas hoje por grandes veículos da imprensa local, como a encomendada pela "NBC" e o "Wall Street Journal", revelam que Bush conta agora com um maior apoio em sua estratégia no Iraque, mas não em sua gestão total como presidente.
Os dirigentes iraquianos mostram-se favoráveis a isso mas, "aos mesmo tempo, estão conscientes de que precisam de um compromisso político, econômico e de segurança dos Estados Unidos que se estenda além de meu período presidencial", disse Bush.
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| Soldado americano cumprimenta iraquiano em Bagdá |
Eles "solicitaram uma relação durável com a América e estamos prestes a começar a construir esta relação, de maneira tal que proteja nossos interesses na região e necessite um número bem menor de soldados".
Bush afirmou que o governo iraquiano de Nuri al-Maliki precisa comprovar a "determinação" em obter a reconciliação nacional e o progresso político no país; pelo que pedirá ao governo de Bagdá dar mostras desta resolução, para harmonizar as diferentes etnias, assim como conseguir progressos políticos.
"O governo iraquiano não alcançou seus próprios objetivos legislativos e, em minhas reuniões com seus dirigentes deixei claro que deve" consegui-lo, afirmou o presidente.
(Com informações da EFE, AFP e Reuters)
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