11/09 - 04:48, atualizada às 20:14 11/09 - Redação com agências internacionais
SÃO PAULO - Os EUA lembram, nesta terça-feira, o sexto aniversário dos ataques de 11 de setembro com eventos de menor envergadura do que nos anos anteriores, em um momento em que se enfrenta uma crescente preocupação pelo conflito batizado de "guerra ao terror" que o país lidera.
Uma breve homenagem na Casa Branca em Washington lembrou as vítimas. Estiveram presentes o presidente George W. Bush, o vice Dick Cheney e suas esposas.
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, presidiu uma cerimônia a poucos metros do Marco Zero de Manhattan, onde ficavam as Torres Gêmeas. O local agora está em obras para a construção da chamada Torre da Liberdade. "Nesse dia, nos sentimos isolados, mas não sozinhos", disse Bloomberg.
Centenas de pessoas assistiram a leitura dos nomes das vítimas. Alguns familiares deram depoimentos emocionados sobre a tragédia e um coral de crianças cantou o hino dos EUA.
Após as breves palavras de Bloomberg, representantes do serviço de bombeiros e da polícia da cidade começaram a ler os nomes das vítimas por ordem alfabética.
Um segundo minuto de silêncio foi realizado mais tarde, tendo em seguida um discurso do governador de Nova York, Eliot Spitzer, e a continuação da leitura dos nomes das vítimas.
O predecessor de Bloomberg, o republicano Rudolph Guiliani, prefeito de Nova York no momento dos ataques, e a senadora democrata pelo estado de Nova York Hillary Clinton participaram da cerimônia. Ambos são pré-candidatos à eleição presidencial de 2008.
A presença de Giuliani foi criticada pelos socorristas, que consideram que o ex-prefeito se comporta como se fosse um herói apesar das falhas cometidas na gestão do drama. Eles também estimam que foram esquecidos nos anos que seguiram os atentados.
Hillary Clinton alimentou diversas vezes esta polêmica nas últimas semanas, mencionando o estado de saúde preocupante dos socorristas. Depois de terem inalado poeiras de amianto, aço e fumaças tóxicas durante semana, milhares deles têm problemas respiratórios.
Além da cerimônia oficial e da missa que realizada na catedral de São Patrício, os nova-iorquinos prestaram homenagens em diversos atos. Esta noite ainda está previsto um ato em um templo budista da cidade, com centenas de luzes flutuando em uma piscina.
Na cerca metálica em volta do Marco Zero, familiares das vítimas e pessoas comuns depositaram ramos de flores.
Depois disso, familiares das vítimas desceram por uma longa rampa no lugar onde se localizava o World Trade Center para prestar suas homenagens.
A cerimônia é menor do que a do ano passado, quando Bush ofereceu uma coroa de flores e leu uma mensagem à nação. O presidente, que este ano pediu aos americanos que se lembrem do aniversário com serviços religiosos e uma vigília com velas, participará em Washington de uma cerimônia em homenagem às vítimas e, em seguida, será feito um minuto de silêncio na Casa Branca.
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| Familiares de vítimas prestam homenagem no Marco Zero |
Os atentados do 11 de setembro deixaram um total de 2.974 mortos.
Em Nova York morreram 2.750 pessoas; no Pentágono, 184; e outros 40 morreram na queda de um avião na Pensilvânia, além dos 19 terroristas.
(*Com informações da AFP, Reuters e EFE)
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