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Polícia detém 670 pessoas em protesto sindical no Chile

30/08 - 13:12 - Reuters

SANTIAGO (Reuters) - As mobilizações convocadas na quarta-feira por uma das maiores centrais sindicais do Chile, que se agravaram durante a noite, deixaram um total de 670 pessoas detidas e dezenas de feridos, disse na quinta-feira uma autoridade da polícia. Em um balanço das mobilizações que tiveram seu epicentro na capital chilena, o diretor-geral dos policiais, José Alejandro Bernales, informou que 658 manifestantes foram detidos em Santiago, enquanto forças de segurança detiveram outras 12 pessoas em cidades do interior do país.

Um total de 48 policiais ficaram feridos.

As marchas organizadas pela Central Unitária de Trabalhadores por melhorias das condições de trabalho resultaram em choques com a polícia que foram reprimidos com gás lacrimogênio, policiais à cavalo e veículos com jatos de água.

'Temos que ficar 14, 15, 16, 17 horas trabalhando. É nosso trabalho? Está certo. É nossa missão? Está certo. Estamos para isto? Estamos para isto. Mas não estamos para ficar lutando na rua', disse a jornalistas Bernales, visivelmente incomodado.

'Se ontem deixamos de cuidar de sua casa, senhora, não me responzabilize, não responzabilize o Ministério do Interior, não responsabilize o governo, responsabilize os que foram ontem se manifestar', acrescentou.

Durante a noite, os protestos foram para as zonas periféricas de Santiago, onde jovens encapuzados montaram barricadas, incendiaram pneus, saquearam lojas e enfrentaram a polícia.

Em um jantar com empresários do setor mineiro, a presidente chilena, Michelle Bachelet, repudiou os atos de violência ocorridos nas manifestações.

'Certamente que o uso da violência é sempre condenável --por mais aceitáveis que sejam as demandas apresentadas-- e eu não vou tolerar isso', disse Bachelet.





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