21/08 - 12:50 - AFP

Militares e milicianos do governo sudanês podem ser jugaldos pelo Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra e contra humanidade, cometidos durante ataques em dezembro na região de Deribat, em Darfur, segundo um informe da ONU publicado nesta terça-feira.
Durante esses ataques, cerca de 50 mulheres de 25 a 40 anos foram seqüestradas e detidas durante aproximadamente um mês como escravas sexuais por parte de membros do exército sudandês e paramilitares, segundo o informe do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU, que completa uma primeira investigação publicada no mês de abril.
"Se as violações e escravidão sexual fazem parte dos ataques em massa ou sistemáticos contra civis, (essas formas de violência sexual) podem constituir um crime contra a humanidad e potencialmente são competência do Tribunal Penal Internacional", assinalou o informe.
O Alto Comissariado rejeitou os argumentos do governo sudanês, que assegurou, para desculpar-se, que a região de Deribat não está sob seu controle.
A investigação da ONU destaca igualmente que as Forças da Defesa Popular (PDF), citadas como parte integrante dos atacantes, são consideradas legalmente uma "força paramilitar" sob a autoridade do exército.
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