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Especialistas suspeitam que máscara mortuária de Napoleão em Paris é falsa

18/08 - 10:32 - EFE

Paris, 18 ago (EFE).- Dois séculos depois da morte de Napoleão Bonaparte, especialistas franceses suspeitam que a máscara mortuária do general que está no Museu do Exército não é a verdadeira, e que inclusive é possível que o cadáver repatriado em 1840 não tenha sido realmente o do militar.

Morto em 1821, em seu exílio na ilha de Santa Helena, Napoleão tem várias máscaras mortuárias, o que já suscita dúvidas sobre sua autenticidade.

Oficialmente, o cadáver repatriado de Napoleão repousa no Hotel dos Inválidos de Paris (onde ficavam os feridos de guerra), e no mesmo local, onde fica o Museu do Exército, há uma máscara tomada em seu leito de morte.

No entanto, o historiador Bruno Roy-Henry afirma que esta não é autêntica e que a verdadeira máscara mortuária do imperador francês deposto esteve em poder dos ingleses, que foram os que vigiaram seu exílio.

Para justificar essa afirmação, Roy-Henry disse ao jornal "Libération" que, observando um quadro feito em 1815 pelo britânico Charles Locke Eastlake, é possível ver uma pequena cicatriz no rosto de Napoleão.

A cicatriz não aparece na máscara mortuária preservada no Hotel dos Inválidos. Nesta, Napoleão apresenta também um aspecto mais jovem do que supostamente teria, já que morreu com 50 anos, em Santa Helena.

Por outro lado, a marca no rosto do militar aparece na máscara que os ingleses mantiveram durante anos em um museu de Londres.

No entanto, esta máscara foi leiloada pela Christie's em 2004 e vendida a uma pessoa não identificada.

O debate sobre a máscara leva a outro, mais antigo, sobre o corpo que, em 1840, foi exumado em Santa Helena para ser repatriado com todas as honras à França.

Uma das teorias sobre a morte de Napoleão é a de que foi envenenado por seus guardiões ingleses e que, com a intenção de esconder o crime, eles trocaram o cadáver no túmulo do general.

Os que sustentam esta versão se apóiam em algumas mudanças tanto no corpo como nas roupas e nos objetos de Napoleão em seus últimos momentos.

Os que acreditam na conspiração inglesa acreditam que o corpo exumado e repatriado em 1840 não era o de Napoleão, mas o de um de seus colaboradores, Cipriani Franceschi, que também morreu em Santa Helena antes de seu superior.

A máscara mortuária do Museu do Exército de Paris também lembra o rosto de Franceschi - mais jovem que Napoleão -, incluindo seu nariz aquilino.

O Ministério da Defesa francês se nega a fazer testes de DNA no cadáver do Hotel nos Inválidos, por considerar que as teorias que questionam sua autenticidade não são consistentes. EFE jgb is/an




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