Jerusalém, 16 ago (EFE).- Especialistas israelenses estão trabalhando num plano econômico que complementaria o "acordo de princípios" para a criação de um Estado palestino independente, que pode se concretizar na conferência de paz convocada pelos Estados Unidos.
O jornal israelense "Ha'aretz", citando fontes do Governo, diz que o plano proporcionará aos palestinos um "horizonte econômico".
Ele se uniria ao "horizonte político", que inclui o estabelecimento de um Estado na Cisjordânia, Gaza e Jerusalém.
A ministra de Relações Exteriores de Israel, Tzipi Livni, já antecipou a seus colegas da União Européia (UE) que o plano exigiria a ajuda da comunidade internacional, aparentemente para financiamento, acrescenta o jornal.
Livni apresentou recentemente o plano ao enviado do Quarteto de Madri, Tony Blair. Ele deve retornar à região no dia 1 de setembro para instalar seus escritórios no hotel American Colony, em Jerusalém Oriental.
Blair planeja criar uma equipe de cooperação com os palestinos para formar órgãos do Governo, prevendo o estabelecimento de um Estado. Segundo o jornal, a missão do ex-chefe do Governo do Reino Unido inclui tarefas relacionadas com "um horizonte econômico" para oferecer ao presidente palestino, Mahmoud Abbas.
A equipe de especialistas israelense estuda "projetos estratégicos". Eles resolveriam problemas de infra-estrutura nas áreas de eletricidade, água potável e saúde pública na Cisjordânia e Faixa de Gaza, logo que fosse proclamado o Estado palestino.
Se a Autoridade Nacional Palestina (ANP) aceitar a proposta, companhias locais e estrangeiras deverão se encarregar das obras.
O plano israelense será apresentado na conferência para a paz no Oriente Médio que será realizada em novembro, em Washington, com a participação da ANP, Egito, Jordânia e provavelmente também Arábia Saudita.
A cidade palestina de Jericó recebeu ontem uma reunião destinada a promover a cooperação agrícola e industrial entre Israel, Jordânia e a ANP. O "Corredor para a paz e a prosperidade" é um projeto lançado há alguns meses pelo atual presidente israelense, Shimon Peres.
O "Corredor para a paz" será um dos pilares do "horizonte econômico" do futuro Estado palestino. Entre outras vantagens, permitirá aos agricultores do oásis de Jericó exportar seus produtos frescos por um novo aeroporto, na Jordânia. De lá partirão vôos com destino ao mundo árabe e a outros países.
O ministro de Relações Exteriores japonês anunciou ontem à ANP doações de US$ 20 milhões e ofereceu cooperação na construção do aeroporto. EFE ez mf