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Começa campanha eleitoral para a Assembléia Constituinte no Equador

13/08 - 17:56 - EFE

Susana Madera Quito, 13 ago (EFE).- A campanha para as eleições nas quais os equatorianos decidirão no próximo mês os integrantes da Assembléia Constituinte começou hoje de maneira pouco convencional, com atos como o plantio de árvores em lugar dos tradicionais comícios.

Também houve candidatos que elegeram um caixão como elemento central do lançamento de sua campanha para simbolizar o fim da política tradicional, além de outros que colocaram uma mesa de escritório em plena rua para anunciar suas propostas.

Tanta imaginação dos aspirantes a deputados constituintes obedece principalmente ao fato de que pela primeira vez no Equador os candidatos só podem fazer propaganda nos meios de comunicação através de anúncios financiados pelo Estado que são iguais para todos e são colocados nos mesmos lugares e com as mesmas dimensões.

O que se pretende com esta medida é que cada um dos postulantes a uma das 130 cadeiras da Assembléia Constituinte, que serão eleitos no dia 30 de setembro, tenham as mesmas oportunidades de captar votos.

A conseqüência da democratização do acesso aos meios de massa, que tem um custo para o erário de US$ 30 milhões, foi que os candidatos tentem a todo custo se diferenciar nos outros espaços da campanha.

Assim, o grupo Convenção Nacional Democrática (CND) definiu sua campanha a partir dos elementos "barro" e "lixo".

"Queremos construir uma nova política e devemos construí-la com o barro do que somos: um barro rico e forte", disse o candidato César Montúfar, da CND, opinando que ser parte do problema é "gerar lixo e conflitos políticos".

O partido Esquerda Democrática apostou pela defesa do meio ambiente, iniciando seus esforços proselitistas com a plantação de árvores e com a promessa de repor, dessa maneira, "o papel que será gasto na campanha", segundo disse o deputado Andrés Páez.

Outros grupos, como o Movimento Popular Democrático, organizaram passeatas para serem notados, enquanto o Pólo Democrático instalou uma escrivaninha em uma calçada de uma movimentada avenida para dar informações sobre suas propostas.

O Movimento Alternativa Democrática optou por uma caminhada pela ponte da "Unidad Nacional", levando uma bandeira de 500 metros para destacar a necessidade da integração.

Em um parque de Guayaquil, simpatizantes e candidatos da Convenção Social depositaram um caixão para representar a morte dos partidos políticos.

Embora não faça parte de nenhuma candidatura, o secretário-geral da Comunidade Andina, o equatoriano Freddy Ehlers, aproveitou o anúncio de um encontro internacional para registrar que a mudança climática deveria ser o "grande tema" da nova Constituição.

Ehlers pediu aos candidatos à Assembléia que coloquem como prioridade a necessidade de transformar o Equador em um país sustentável.

O presidente do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE), Jorge Acosta, lembrou hoje que os candidatos podem organizar comícios ou caravanas, mas não dar presentes ou "lembrancinhas" como camisetas, canetas, chaveiros, remédios e comida.

Acosta não se mostrou de acordo com o fato dos equatorianos, através do Estado, pagarem a publicidade dos candidatos, e fez votos para que esta seja a "última vez".

Outra novidade das eleições para a Assembléia Constituinte é que, pela primeira vez, os equatorianos residentes no exterior poderão participar do pleito.

Por esse motivo, uma das candidatas, Elba Berruz, apresentará hoje sua candidatura em Los Angeles (EUA).

A campanha começou com um alto desconhecimento por parte da população.

Segundo uma pesquisa de opinião feita pela empresa Cedatos, apenas 29% das pessoas sabe a data em que serão realizadas as eleições, 21% conhece quantos representantes vão ser escolhidos a nível nacional e só 19% conhece quantos serão eleitos a nível provincial (estadual).

Sobre a forma de votar, 17% afirma conhecer como proceder frente à urna, enquanto 83% não sabe e 57% dos consultados diz que não iria votar se as eleições fossem voluntárias.

Apesar das sugestões do TSE para que não haja por parte do Estado a promoção de suas obras e feitos, esta continua, gerando protestos da oposição, que a considera parte da campanha, fato negado pelo Executivo.

sm ma




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