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Irã rejeita diálogo direto com EUA e diz que nunca suspenderá enriquecimento de urânio

07/08 - 16:25, atualizada às 18:20 07/08 - EFE

TEERÃ - O Irã rejeitou hoje uma suposta proposta do diretor da AIEA, Mohamad ElBaradei, para realizar um diálogo direto com os Estados Unidos sobre a questão nuclear, enquanto afirmou que nunca suspenderá o enriquecimento de urânio.

O vice-secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Abdolreza Rahmani Fazli, também se referiu às conversas entre Teerã e Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), com as quais o Irã espera evitar o endurecimento das punições da ONU.

Fazli, citado pela agência "Irna", afirmou isto enquanto uma equipe de especialistas da AIEA negocia nesta capital a possibilidade de firmar um acordo marco para solucionar as "questões pendentes" no caso nuclear iraniano.

A delegação da AIEA, que chegou ontem ao Irã e que permanecerá neste país até quinta-feira, também conversa com as autoridades iranianas sobre um "marco" para inspecionar a usina nuclear de Natanz, no centro do país, onde Teerã tem instaladas centenas de centrífugas.

Fazli afirmou que o Irã espera, "como resultado de sua cooperação com a AIEA", que a organização internacional atue contra o endurecimento das sanções ao Irã pelo Conselho de Segurança da ONU.

Concretamente, exigiu que o Conselho não discuta mais o caso nuclear iraniano e que este seja estudado apenas pela AIEA.

"Uma parte das gestões da AIEA deve ser a suspensão do caso nuclear no Conselho de Segurança e impedir a adoção de novas resoluções contra o Irã", declarou.

Além disso, denunciou as pressões americanas para endurecer as punições e advertiu que "esta postura (dos EUA) pode prejudicar a cooperação entre Irã e AIEA, e fazer com que o ambiente volte a ser tenso como antes".

Fazli também reiterou que "a questão nuclear do Irã não deve ser resolvida através de um diálogo direto entre Irã e EUA, mas através da AIEA".

No entanto, ele considerou "útil" que seu país mantenha "conversas com o grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança mais Alemanha), no qual os EUA também estão representados".

"Porém, se os Estados Unidos querem fazer uso político deste assunto, isto não será bom nem para a Comunidade Internacional nem para a AIEA e seus membros", declarou.

De toda forma, Fazli disse que seu país "rejeita qualquer plano que inclua a suspensão pelo Irã do enriquecimento de urânio" que Teerã diz que é para uso pacífico, enquanto os EUA e a UE suspeitam que tem fins militares.

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