05/08 - 11:54 - AFP

As inundações provocadas pelas monções, as piores dos últimos anos, que afetam Índia, Bangladesh e Nepal, já provocaram a morte de mais de 1.400 pessoas e deixaram 26 milhões de desabrigados no sul da Ásia.
Na Índia, país mais afetado pelas chuvas torrenciais, o número de mortos chega a 1.200 e em Bangladesh a 120, segundo os balanços mais recentes.
As autoridades temem novas cheias com a chegada das águas das montanhas.
"Quase todos os rios estão acima dos níveis de perigo, mas o que nos preocupa é a chegada de uma grande quantidade de água do Nepal" - outro país sofre com as inundações, disse Shreesh Dubey, porta-voz do governo do estado de Uttar Pradesh, norte da Índia.
Apenas nesta região 2.400 localidades estão inundadas. Porém, o estado mais afetado é o de Bihar, também ao norte, com quase 11 milhões de desabrigados e 70.000 casas destruídas, segundo um funcionário do governo local.
Operações de resgate estão sendo realizadas neste estado, um dos mais pobres do país, onde as plantações devastadas causaram prejuízos de dezenas de milhões de dólares.
No norte do país, os estados de Assam e Uttar Pradesh são outros prejudicados. Em Assam, 5,5 milhões de pessoas estão desabrigadas, mas já começaram a voltar para suas casas.
Em Uttar Pradesh, 1,4 milhão de habitantes foram afetados e apenas no fim de semana morreram 125 pessoas. No total, 2.400 localidades estão isoladas pelas águas.
Em Bangladesh, o número de mortos chega a 120, com oito milhões de pessoas desabrigadas ou isoladas por causa das inundações.
Trinta e oito dos 64 distritos do país, no norte, centro e leste, estão pelo menos parcialmente submersos por uma das maiores inundações registrada em muitos anos, provocada pelo degelo da neve e as chuvas torrenciais nas regiões norte e leste do país, informou o porta-voz do governo, Shachindranath Halder.
No Nepal, as Nações Unidas iniciaram uma operação de resgate para ajudar as centenas de milhares de desabrigados.
Pelo menos 84 pessoas morreram no pequeno reino himalaio desde meados de junho por causa das fortes chuvas, anunciou o ministério do Interior.
pc/fp
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