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Acusado quarto suspeito por atentados frustrados de Londres e Glasgow

19/07 - 13:32, atualizada às 17:16 19/07 - Redação com agências internacionais

O médico jordaniano Mohammed Asha foi acusado nesta quinta-feira de "conspiração" para causar explosões, e com isso se tornou o quarto suspeito indiciado na investigação sobre os atentados frustrados de Londres e Glasgow no final de junho, anunciou a Scotland Yard.

Mohammed Asha, de 26 anos e pai de um filho de 18 meses, foi preso no dia 30 de junho pelos serviços secretos britânicos M6, após os ataques frustrados em Londres e Glasgow.

A justiça britânica havia decidido ampliar até o dia 21 de julho o período de detenção de Asha, aguardando o seu indiciamento por sua suposta ligação com estes atentados.

É o quarto acusado na investigação de ambos os atentados, junto com Muhamad Haneef, de 27 anos, com o iraquiano Bilal Abdula, da mesma idade e Sabeel Ahmed, médico indiano de 26 anos.

Sem discriminação

A prestigiosa revista médica britânica "The Lancet" pediu hoje que os médicos estrangeiros não passem a ser discriminados devido ao fato de que vários dos detidos em relação com os atentados fracassados de junho no Reino Unido sejam médicos ou estudantes de Medicina.

"O risco agora é que os atos de alguns sejam usados como uma desculpa para discriminar os médicos estrangeiros que atualmente trabalham ou desejam trabalhar no Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS)", afirma o editorial do último número da revista.

A publicação ressalta que não se deve esquecer o "papel vital" desempenhado pelos médicos estrangeiros e que a urgente revisão da contratação destes anunciada no início do mês pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, "só trará mais dificuldades" aos profissionais, que já sofrem um "tratamento injusto".

"Trata-se de uma situação vergonhosa, já que o NHS sempre confiou nos médicos estrangeiros para preencher vagas. Embora sejam necessárias inspeções criminais como medida contra o terrorismo, discriminar estes médicos por sua raça, religião ou país de nascimento não é a solução", conclui o artigo.

Os sete homens detidos por causa dos incidentes são médicos ou estudantes de Medicina, e a única mulher detida trabalhava como técnica de laboratório em um hospital do NHS.

Leia mais sobre: atentados frustrados em Londres e Glasgow





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