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Erdogan diz que deixará a política caso não consiga maioria nas eleições

17/07 - 12:17 - EFE

Ancara, 17 jul (EFE).- O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, assegurou hoje que abandonará a política caso seu partido, o moderado Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), não consiga a maioria absoluta nas eleições de 22 de julho que o permita governar sozinho.

Segundo a rede de televisão "NTV", Erdogan anunciou esta intenção em discurso eleitoral na província de Isparta, na qual também convidou os rivais, o líder do Partido Republicano do Povo (CHP), Deniz Baykal, e o do Partido de Ação Nacionalista (MHP), Devlet Bahceli, a fazer o mesmo, pois ambos asseguram que chegarão ao poder em 23 de julho.

Aproximadamente 42,5 milhões de turcos, de uma população de 71 milhões, deverão comparecer às urnas no domingo para eleições legislativas antecipadas por causa das tensões provocadas pela frustrada escolha do presidente da República.

Quatorze partidos e 700 candidatos independentes concorrerão pelas 550 cadeiras da Grande Assembléia Nacional da Turquia (Parlamento).

O AKP está certo de que poderá revalidar a maioria absoluta e governar o país por uma segunda legislatura, e as pesquisas atribuem à legenda cerca de 40% das intenções de voto.

"Meu partido se considerará bem-sucedido caso obtenha um voto a mais que nas eleições de 2002 e se considerará fracassado se tiver um só voto a menos", afirmou Erdogan em entrevista a um programa televisivo na noite de segunda-feira.

Nas eleições gerais de 2002, o AKP obteve 34,4% dos votos, ficando com 360 das 550 cadeiras do Parlamento, pois apenas outro partido, o CHP, conseguiu ultrapassar a barreira eleitoral de 10% em nível nacional.

A Polícia deteve hoje três suspeitos de ter assassinado um candidato independente ao Parlamento turco, segundo a agência de notícias "Dogan".

Tuncay Seyranlioglu foi morto a tiros quando viajava em um automóvel 4x4, após sair na segunda-feira à noite de um programa televisivo em Istambul.

No mesmo atentado foram feridos o secretário de Seyranlioglu, que teve que ser operado, e o motorista, que recebeu alta pouco depois.

EFE dt pp/dgr




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