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Ministro da Defesa japonês renuncia após defender bombas atômicas

03/07 - 03:52 - EFE

Tóquio, 3 jul (EFE).- O ministro da Defesa japonês, Fumio Kyuma, renunciou hoje após a polêmica criada pelas suas declarações nas quais afirmou que era "inevitável" que os Estados Unidos lançassem duas bombas atômicas sobre o Japão, informou a agência "Kyodo".

Kyuma se reuniu hoje com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, três dias após a sua polêmica afirmação. Ele apresentou sua renúncia "voluntariamente", segundo suas próprias palavras.

Abe, que ontem havia criticado abertamente as palavras do ministro, aceitou sua renúncia.

Após seu encontro com Shinzo Abe, Kyuma disse que não queria que suas palavras tivessem um "impacto" negativo nas eleições para renovação parcial do Senado, dia 29 de julho. Ele ressaltou que sua maior preocupação era o resultado das urnas.

No sábado, o ministro da Defesa disse numa conferência que era "inevitável" que os Estados Unidos lançassem duas bombas atômicas sobre o Japão durante a Segunda Guerra Mundial. O objetivo estratégico era evitar que a União Soviética entrasse na batalha do Pacífico, explicou.

Na opinião de Kyuma, as bombas, que causaram cerca de 300 mil mortes, tinham conseguido "acelerar o fim da guerra", que os Estados Unidos teriam vencido mesmo sem os bombardeios.

No dia seguinte, o ministro da Defesa se retratou publicamente, depois de receber críticas no seu próprio partido, o Liberal-Democrata (PLD). A oposição e as organizações de vítimas das bombas de Hiroshima e Nagasaki também protestaram.

"Lamento que meus comentários tenham dado a impressão de que eu minimizei as vítimas da bomba atômica", disse Kyuma numa entrevista coletiva na província de Nagasaki, onde nasceu.

As declarações de Kyuma podem prejudicar a Abe no início da campanha eleitoral. O primeiro-ministro do Japão registra os níveis mais baixos de popularidade nas enquetes desde que iniciou seu Governo, em setembro do ano passado. EFE jpm mf




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