Pedro Alonso Londres, 2 jul (EFE).- Com a detenção de dois suspeitos, nesta segunda-feira, subiu para sete o número de pessoas detidas em relação aos atentados frustrados dos últimos dias em Londres e Glasgow, entre elas dois médicos muçulmanos que trabalham em hospitais do Reino Unido.
Também hoje, o aeroporto de Stansted, em Londres, foi fechado por causa de um pacote suspeito encontrado em suas dependências, informou a rede "BBC".
Dentro da ampla investigação antiterrorista que "avança com rapidez", segundo afirmou a ministra do Interior britânica, Jacqui Smith, a Polícia deteve hoje duas pessoas de 28 e 25 anos na localidade escocesa de Paisley, perto de Glasgow.
As detenções são relativas ao ataque perpetrado por dois homens que, no sábado passado, lançaram um jipe em chamas contra o principal terminal do aeroporto de Glasgow, informou a Polícia.
Outras cinco pessoas foram detidas durante o fim de semana, depois de as forças da ordem ligarem o ataque de Glasgow à desativação de dois carros-bomba, na sexta-feira passada, em Londres que, se tivessem explodido, poderiam ter provocado um massacre.
Segundo declararam fontes policiais à rede pública "BBC" e a outros meios de comunicação britânicos, dois dos sete supostos terroristas trabalham como médicos no Reino Unido.
Um dos médicos é iraquiano. Ele é um dos dois homens que investiu contra o terminal do aeroporto de Glasgow com o jipe carregado com bujões de gás, componente também encontrado nos carros-bomba de Londres.
O iraquiano, que se formou em medicina em Bagdá, chegou ao Reino Unido em 2004 e trabalha no Royal Alexandra Hospital, onde o outro autor do atentado fracassado no aeroporto de Glasgow está sendo tratado de graves queimaduras sob um forte vigilância policial.
Na garagem desse hospital, localizado em Paisley - a cerca de três quilômetros do aeroporto de Glasgow -, os artífices da Polícia fizeram hoje duas explosões controladas em um veículo suspeito.
"Não há indicações de que haja explosivos no veículo", afirmou um porta-voz da Polícia, sem dar detalhes.
O segundo médico é um jordaniano de 26 anos, ele foi detido, junto a sua esposa, no sábado passado em uma estrada do condado de Cheshire, noroeste da Inglaterra.
O jordaniano, que chegou ao Reino Unido em 2005, trabalha no Royal Shrewsbury Hospital e no Princess Royal Hospital, no oeste da Inglaterra. Segundo o jornal londrino "Evening Standard", ele poderia ser o líder da suposta célula terrorista responsável dos ataques fracassados em Londres e Glasgow.
De acordo com o jornal, a Polícia conseguiu deter o jordaniano, especializado em neurologia, graças às pistas encontradas em vários telefones celulares descobertos nos dois carros-bombas de Londres, que estavam carregados de gasolina, bujões de gás e pregos.
O médico jordaniano e sua esposa, de 27 anos, estão detidos na delegacia de segurança máxima de Paddington Green, no centro de Londres, onde também se encontra um sétimo suspeito detido no sábado passado em Liverpool, no noroeste da Inglaterra.
Enquanto continuam as investigações, a ministra do Interior foi hoje ao Parlamento para informar sobre a resposta do Governo aos atentados frustrados, depois de o alerta terrorista ter sido elevado ao nível máximo, o que significa que um atentado pode ser iminente.
Ao lado do primeiro-ministro, Gordon Brown, Smith afirmou que foram feitas buscas em 19 imóveis em relação aos ataques. O país não se deixará "intimidar" por "aqueles que desejam destruir nossa forma de vida e nossas liberdades", afirmou.
"A Polícia reforçou de maneira substancial as medidas de segurança", inclusive seus poderes para revistar pessoas e fazer buscas em edifícios suspeitos, disse a ministra.
As forças da ordem aumentaram visivelmente a segurança nos aeroportos e nas estações ferroviárias do Reino Unido, assim como no Metrô de Londres. EFE pa ep