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África Subsaariana terá dificuldades em cumprir algumas metas da ONU

02/07 - 14:12 - EFE

Pretória, 2 jul (EFE) - A África Subsaariana está muito atrasada no cumprimento dos principais Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, e os países muito possivelmente não conseguirão cumprir algumas delas, como a redução da pobreza, disseram hoje representantes da ONU. "Nos próximos oito anos, precisaremos dobrar o ritmo, senão triplicá-lo, para poder alcançar o objetivo", afirmou o representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na África do Sul, Macharia Kamau, em entrevista coletiva. Kamau e outros responsáveis de agências da ONU falaram hoje, em Pretória, sobre o impacto regional do relatório mundial sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio divulgado hoje, em Genebra, pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. A África Subsaariana é a região mais pobre do planeta, com os piores índices de desenvolvimento humano, e a que deverá enfrentar mais dificuldades para cumprir os compromissos sociais e econômicos estabelecidos pela ONU em 2000. Kamau disse que, por exemplo, se em 2000 havia sido determinado que antes de 2015 fosse reduzida pela metade a pobreza extrema - pessoas vivendo com menos de US$ 1 por dia -, na África Subsaariana os níveis caíram, "mas não o suficiente". De acordo com os dados divulgados hoje, se, na região, 45,9% das pessoas viviam na pobreza extrema em 1999, o índice foi de 41,4% em 2004. Em termos globais, Kamau disse que os países em desenvolvimento tiveram avanços neste campo, mas o nível glo...

Os representantes da ONU chamaram a atenção para os níveis "inaceitáveis" em relação à saúde materna e, especialmente, na morte de mulheres no parto ou no pós-parto.

Se nos países desenvolvidos uma em cada 3.800 mulheres morrem devido a complicações no parto, na África Subsaariana, a taxa é de uma em cada 16.

"A morte durante o parto na região é muito alta", afirmou Kamau.

Quanto à mortalidade infantil, o representante do Unicef fez um diagnóstico parecido: houve progressos, mas não suficientes.

Em 1990, 185 em cada 1.000 crianças morriam na região antes de completar cinco anos. Já em 2005, o nível diminuiu para 166 de cada 1.000, muito longe da redução de dois terços fixada nos compromissos da ONU.

Ao analisar estes dados, os representantes da ONU disseram que são vários os fatores que impedem a África Subsaariana de cumprir os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, como a falta de decisão dos Governos e má distribuição de recursos. EFE ag db/an




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