01/07 - 11:40 - AFP

O comunismo pode ser opressivo, mas parece que o capitalismo é ruim para a saúde dos homens, segundo um estudo da Universidade de Michigan que registrou um aumento significativo na taxa de mortalidade após o colapso da União Soviética.
A expectativa de vida para os homens liberados da Cortina de Ferro caiu seis anos entre 1991 e 1994 por causa da instabilidade social, sofrimentos físicos e a má situação econômica.
O grau em que os homens são afetados depende do quanto rígida foi a transição para o capitalismo, além da desigualdade salarial. Os homens são mais propensos ao impacto da transição que as mulheres, segundo o estudo publicado na revista Evolutionary Psychology.
"As desigualdades no status e nos recursos que existem com o capitalismo leva os homens a se comportar de maneira prejudicial à saúde", afirma o pesquisador Daniel Kruger, coordenador do estudo.
A maior concorrência pode criar um ambiente que potencializa o comportamento de alto risco, que resulta em acidentes fatais, disse. Um aumento do estresse social e econômico pode se manifestar em suicídio ou homicídio ou provocar danos físicos que resultem em ataques cardíacos.
Kruger comparou as taxas de mortalidade de homens e mulheres em 14 países pós-soviéticos.
A mortalidade entre homens por causas intencionais - suicídios e homicídios - dobrou na região, mas com variação significativa entre países.
Kruger destacou que a diferença na taxa de mortalidade masculina e feminina cresceu 9,3%, o que mostra que a mudança econômica afetou mais os homens que as mulheres.
Os países mais afetados foram Romênia, Estônia, Letônia e Albânia, onde a diferença entre mortalidade masculina e feminina cresceu de 14 a 30% nos primeiros cinco anos após a queda do comunismo.
A diferença cresceu de 8 a 12% na Lituânia, Rússia, Ucrânia, Belarus, assim como na Alemanha Oriental. Na Eslovênia, República Tcheca, Polônia, Bulgária e Hungria o aumento foi de 6%.
mso/fp
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