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Polícia londrina confirma descoberta de segundo carro-bomba

29/06 - 15:01, atualizada às 10:04 01/07 - Redação com agências

Um segundo carro-bomba foi encontrado nesta sexta-feira em Londres, anunciou o chefe da divisão antiterrorista da Scotland Yard, Peter Clarke, precisando que o fato está "ligado manifestamente" ao primeiro veículo descoberto na capital pela manhã.

 

O chefe da brigada antiterrorista da Polícia Metropolitana, Peter Clarke, explicou em entrevista à imprensa que continha "material semelhante" ao primeiro, inclusive pregos.Trata-se desta vez de um Mercedes azul.

 "Estes veículos estão claramente relacionados", algo "evidentemente preocupante", afirmou Clarke.

Segundo a polícia, que agora examina imagens de vigilância feitas perto do local onde o veículo foi abandonado, a bomba seria detonada por telefone celular. De acordo com a "Associated Press", as autoridades britânicas descartaram uma ligação entre o carro-bomba e organizações terroristas. Embora ainda seja cedo para dizer, especialistas afirmam que o ‘modus operandi’ do atentado frustrado não apresenta características da Al-Qaeda.

A rede norte-americana CBS disse nesta sexta-feira que encontrou, em um fórum muito usado por jihadistas islâmicos, uma mensagem avisando que Londres ia ser bombardeada. As informações são do site da CBS News.

A polícia britânica frustrou um aparente plano de ação terrorista contra o centro de Londres nesta sexta-feira ao descobrir e desativar uma Mercedes prateada repleta de galões de gasolina e pregos. Na avaliação das autoridades londrinas, se tivesse explodido, o carro-bomba deixaria "um saldo significativo de mortos e feridos".

Sob condição de anonimato, um oficial dos serviços locais de segurança disse à Associated Press que os materiais e o método da tentativa de ataque assemelham-se aos empregados pelos rebeldes iraquianos. "A perícia ainda está examinando o artefato. Saberemos mais sobre quem está por trás disso à medida que descobrirmos mais sobre os materiais", prosseguiu a fonte policial.

Ainda de acordo com o oficial, a agência de espionagem interna MI-5 também analisará possíveis conexões entre o incidente de hoje e pelo menos dois episódios similares: uma tentativa de ataque a uma casa noturna no West End em 2004 e um plano frustrado de uso de limusines cheias de galões de combustíveis para ataques contra Londres e Nova York.

Tentativa frustrada

A polícia foi chamada pouco antes das 2h locais para atender uma ocorrência em Haymarket, perto de Piccadilly Circus, diz um comunicado policial. A emissora de televisão Sky News citou testemunhas segundo as quais os seguranças de uma casa noturna próxima teriam contado que alguém bateu com um Mercedes em latas de lixo e fugiu.

Rotina normal

Mesmo após a descoberta do carro-bomba e o fechamento, horas depois, de várias ruas na região central de Londres, como a Fleet Street e a Park Lane, o clima parecia ser relativamente normal na cidade. 

Ruas de comércio estavam com movimento intenso, cafés permaneciam cheios de pessoas e os londrinos continuavam a se apertar nos ônibus e nos vagões de metrô da cidade. "É claro que nos lembra do dia 7 de julho (veja abaixo)", disse Ian Hiskos, de 32 anos. "Mas tento não pensar nessas coisas".    

Triste lembrança

O atentado frustrado desta sexta-feira lembrará os londrinos do dia 7 de julho de 2005, quando quatro homens detonaram explosivos que carregavam consigo no sistema de transporte público de Londres. Os atentados resultaram na morte de 52 pessoas e chocaram os ingleses, pois descobriu-se que os responsáveis pelos ataques eram britânicos muçulmanos.

Leia mais sobre: carro-bomba - Londres





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