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Lista do Patrimônio Mundial da Unesco terá onze novos membros

28/06 - 09:53 - EFE

Manila, 28 jun (EFE).- A 31ª reunião do Comitê do Patrimônio Mundial acrescentou hoje às listas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) dois locais naturais, um misto e oito culturais, além de incluir a cidade arqueológica de Samarra (Iraque) no grupo de lugares em risco.

A lista de Patrimônio Mundial Cultural ganhou hoje a Paisagem de Richtersveld (África do Sul), que "possui uma superfície de 160 mil hectares de espetaculares desertos montanhosos e cuja gestão é de caráter comunal", segundo a Unesco.

Outro novo item da lista é Twyfelfontein (Namíbia), que conserva "uma das maiores concentrações de petróglifos de todo o continente africano".

Também foram incluídas a cidade de Diaolou e as aldeias de Kaiping (China), que "são casas fortificadas de vários andares construídas, na maior parte, nas décadas de 1920 e 1930 e que constituem um exemplo de fusão complexa e brilhante das formas estruturais e decorativas da China".

Samarra (Iraque), inscrita simultaneamente na Lista de Patrimônio Mundial em Risco, entrou na lista, pois "mostra inovações arquitetônicas e artísticas que se desenvolveram no Iraque e se estenderam para outras regiões".

A Unesco também afirmou que cerca de 80% das jazidas arqueológicas de Samarra ainda não foram exploradas.

A lista conta ainda com as minas de prata e a paisagem de Iwami (Japão), com "vestígios arqueológicos de fundições, refinarias e povoados mineiros utilizados entre os séculos XVI e XX".

As fortalezas partas de Nisa (Turcomenistão) marcam "o lugar de uma das cidades mais antigas e importantes do Império Parto, que foi uma grande potência de meados do século III a.C. até o século III d.C.", de acordo com a Unesco.

As escavações realizadas no local também evidenciariam a presença de uma arquitetura ornamentada e ilustrada da vida desse povo.

A Opera House de Sydney (Austrália) entrou na lista por ser "uma das maiores obras arquitetônica do século XX, que mescla diversas correntes criativas e inovadoras".

"Com a inscrição da Opera House de Sydney na lista do Patrimônio Mundial também se reconhece sua condição de grande monumento artístico acessível à sociedade em seu conjunto", afirma a organização.

O conjunto do Forte Vermelho (Índia), "antiga capital de um imperador mongol (1628-1658)", cujo nome se deve à cor da pedra arenisca usada na construção de suas muralhas, é um dos monumentos mais visitados do país, assim como o Taj Majal, na cidade vizinha de Agra.

O Parque Nacional de Teide (Espanha) e as Florestas dos Cárpatos (Eslováquia e Ucrânia) entraram na lista do Patrimônio Mundial de lugares naturais.

O parque, situado nas Ilhas Canárias, tem extensão de 18.990 hectares e conta com o quarto vulcão mais alto do mundo, o Teide, com 7.500 metros acima do fundo do oceano.

Para a Unesco, "o Teide é uma testemunha viva dos processos geológicos subjacentes à evolução das ilhas oceânicas e, portanto, complementa outros lugares vulcânicos já inscritos na lista do Patrimônio Mundial, como o Parque Nacional dos Vulcões do Havaí".

As florestas primárias dos Cárpatos são um "exemplo notável de locais não explorados na zona temperada, em que podem ser observados processos ecológicos primitivos".

O ecossistema e a paisagem cultural arcaica de Lopé-Okanda (Gabão) fazem parte da categoria mista, que inclui os lugares de relevância cultural e natural.

A Unesco considerou o local "um expoente de processos de evolução, tanto ecológicos como biológicos, do ponto de vista da adaptação das espécies e dos habitats às mudanças climáticas depois da era glacial".

O comitê também aprovou ampliar a superfície do local natural de Jungfrau-Aletsch-Bietschhorn (Suíça), que agora contará com 82.400 hectares na Unesco.

A 31ª reunião do Comitê do Patrimônio Mundial foi aberta na cidade de Christchurch (Nova Zelândia) em 23 de junho e será encerrada em 2 de julho. EFE zm-mfr-wm pp/dgr




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