28/06 - 18:16, atualizada às 19:35 28/06 - Reuters

WASHINGTON - Há seis anos, o presidente dos EUA, George W. Bush, disse ter visto a alma de seu colega russo, Vladimir Putin. Agora, sua maior ambição é que os dois possam conviver.
Com as relações EUA-Rússia em seu pior momento em vários anos, ressuscitando as lembranças da Guerra Fria, Bush espera atenuar as tensões quando os dois líderes mantiverem conversas informais, no domingo e na segunda-feira na propriedade da família Bush em Kennebunkport, Maine (Costa Leste dos EUA).
Mas mesmo que Bush e Putin possam retomar a química pessoal que outrora gerou o apelido de 'O Show de George e Vladimir', há poucas expectativas de avanços a respeito das disputas que dividem Washington e Moscou.
'Haverá enrolados de lagosta [prato típico do Maine] e apertos de mão, mas não vai mudar muita coisa num relacionamento em geral frio entre os dois países', disse Sarah Mendelson, analista do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington.
Os atritos cresceram nos últimos meses, com a forte oposição da Rússia aos planos dos EUA para um escudo antimísseis no Leste Europeu, discordâncias sobre a independência de Kosovo e críticas norte-americanas a um suposto caráter autoritário do governo Putin.
Esta é a primeira vez que Bush recebe um líder estrangeiro em Kennebunkport, e o convite parece refletir a crescente inquietação dos EUA com o mau estado das relações bilaterais.
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Cresce descontentamento com Bush e o Congresso entre americanos