27/06 - 09:57, atualizada às 17:27 14/10 - Redação com agências internacionais
O primeiro-ministro britânico Tony Blair apresentou oficialmente nesta quarta-feira, no palácio de Buckingham, residência oficial da Família Real britânica, o pedido de renúncia à rainha Elizabeth 2a, depois de 10 anos no poder. Gordon Brown foi confirmado pela rainha como o novo primeiro-ministro.
Acompanhado por sua mulher, Cherie, Blair saiu da residência da Família Real como simples deputado britânico por volta das 9h40 (de Brasília), após ter apresentado sua renúncia à soberana durante uma conversa privada que durou cerca de vinte minutos.
No palácio, como manda a tradição, Cherie Blair esperou em uma ante-sala enquanto seu marido entregava a renúncia à rainha. Sorridente, o ex-premiê - que sofreu vaias de alguns manifestantes ao se encaminhar ao Parlamento - deixou o palácio rumo a um local não-revelado.
Segundo a imprensa britânica, seu destino deverá ser a residência de campo dos primeiros-ministros, em Chequers, ao norte de Londres. Ainda de acordo com a imprensa, Blair pode renunciar ainda hoje ao cargo de deputado pela circunscrição de Sedgefield, que mantém desde 1983.
Último dia
Antes de deixar o governo, Blair participou da sessão de perguntas ao primeiro-ministro realizada às quartas-feiras na Câmara dos Comuns, na qual os deputados o saudaram com uma grande ovação.
No Parlamento, Blair afirmou que lamentava "de verdade" os perigos enfrentados pelos soldados britânicos no Iraque e no Afeganistão, e apresentou suas condolências pelos últimos militares mortos.
Fim de uma era
Blair chegou ao poder em 2 de maio de 1997 depois de seu partido, o Trabalhista, obter uma vitória arrasadora nas eleições gerais daquele ano, pondo fim a quase 18 anos de governos conservadores.
Uma vez afastado da política britânica, Blair foi confirmado como enviado especial para o Oriente Médio do Quarteto de Madri, grupo integrado por ONU, Estados Unidos, União Européia e Rússia que procura soluções para o conflito israelense-palestino.
Blair terá direito a um carro oficial e a segurança 24 horas, além de uma pensão de ex-primeiro-ministro de £ 64.000 (€ 94.720) anuais e outras £ 87.000 libras (€ 128.760) anuais para financiar as despesas de seu escritório de ex-chefe de governo.
Novos tempos
Gordon Brown prometeu montar um governo que reúna “todos os talentos” e disse que a melhoria do sistema público de saúde será sua “prioridade imediata”. Ele deve anunciar ainda nesta quarta-feira alguns dos integrantes de seu gabinete de governo.
Brown prometeu nesta quarta-feira "um novo governo com novas prioridades" após ter se tornado o 52o primeiro-ministro britânico. Após uma audiência de pouco menos de uma hora com a rainha Elizabeth no palácio de Buckingham, durante a qual foi confirmado como primeiro-ministro, Brown, 56 anos, que esperou anos por este momento, prometeu dar o máximo de si.
Os primeiros cargos a serem preenchidos devem ser o de ministro das Finanças - ocupado por Brown durante os 10 anos de mandato de Blaire - o de ministro da Justiça, já que o atual, John Reid, anunciou que vai deixar o posto.
Uma das grandes incógnitas de seu governo é em relação ao Iraque. O futuro primeiro-ministro admitiu que a guerra do Iraque representa “um ponto de divisão dentro do Partido Trabalhista e do país” e prometeu “aprender as lições que devem ser aprendidas”.
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