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Blair apresentará renúncia após sua última sessão parlamentar

27/06 - 04:32, atualizada às 10:06 27/06 - Redação com agências internacionais

Londres, 27 jun (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, apresentará hoje a sua renúncia à rainha Elizabeth II, após participar de sua última sessão parlamentar das quartas-feiras. Ele chegou há pouco ao palácio de Buckingham, residência oficial da Família Real Britânica.  

Por volta das 10h, Blair deixou sua residência para tomar parte da tradicional sessão das quartas-feiras, respondendo a perguntas dos parlamentares na Câmara dos Comuns. Esta será sua última vez. Os deputados trabalhistas deverão se despedir do líder com uma grande ovação.

No trajeto, porém, o primeiro-ministro britânico encontrou um grupo de manifestantes gritando palavras de ordem contra a Guerra do Iraque. Dentre os manifestantes havia familiares de soldados britânicos mortos no país.

Após a sessão na Câmara, Blair retornou para sua residência oficial, no número 10 de Downing Street, para se despedir do pessoal. Também deixarão a residência oficial o chefe do pessoal dele, Jonathan Powell; o diretor de comunicações, David Hill; e o porta-voz oficial do primeiro-ministro, Tom Kelly.

Depois de se despedir de seus colaboradores, Blair, acompanhado por sua mulher, Cherie, chegou ao palácio de Buckingham, por volta das 12h16 (9h16 em Brasília), num percurso de cerca de cinco minutos, para apresentar à Rainha o "Selo do Governo".

Cherie Blair terá que esperar numa ante-sala do palácio enquanto seu marido entrega sua renúncia a Elizabeth II, durante uma breve conversa.

Ao sair do palácio, Blair e sua mulher vão a um local não revelado. Segundo a imprensa britânica, seu destino deverá ser a residência de campo dos primeiros-ministros, em Chequers, a norte de Londres. Lá, eles vão esperar o fim das obras na casa que compraram no centro de Londres. De acordo com a imprensa britânica, Blair pode renunciar ainda hoje ao cargo de deputado pela circunscrição de Sedgefield, que mantém desde 1983.

Oriente-Médio

Depois de afastado da política britânica, Blair poderá ser confirmado, talvez ainda hoje, como enviado especial do Quarteto para o Oriente Médio (EUA, UE, Rússia e Otan). O primeiro-ministro irlandês, Bertie Ahern, assegurou que o primeiro-ministro britânico aceitará o posto. Ahenr afirmou que o próprio Blair comunicou a ele que aceitará a proposta.

Regalias

Mesmo fora do poder, o político britânico terá direito a um automóvel oficial e 24 horas por dia de segurança. Sua aposentadoria de primeiro-ministro será de £ 64 mil (€ 94.720) por ano. Também receberá £ 87 mil (€ 128.760) anuais para financiar seu escritório de ex-chefe de Governo.

Sucessor

Após a renúncia de Blair, o ministro de Economia e novo líder trabalhista, Gordon Brown, sairá de seu escritório oficial do número 11 de Downing Street para ir ao palácio de Buckingham, onde a Rainha pedirá a ele que forme o novo Governo. Depois de receber o "Selo do Governo" da soberana, Brown voltará a Downing Street, mas ao número 10, onde começará o processo de formação do seu Gabinete.

Gordon Brown deve anunciar ainda nesta quarta-feira alguns dos integrantes de seu gabinete de governo. Os primeiros cargos a serem preenchidos devem ser o de ministro das Finanças - ocupado por Brown durante os 10 anos de mandato de Blair – e o de ministro da Justiça, já que o atual, John Reid, anunciou que vai deixar o posto.

Ele prometeu montar um governo que reúna “todos os talentos” e disse a melhoria do sistema público de saúde será sua “prioridade imediata”.

E o Iraque?

Uma das grandes incógnitas do governo é em relação ao Iraque. O futuro primeiro-ministro admitiu que a guerra do Iraque representa “um ponto de divisão dentro do Partido Trabalhista e do país” e prometeu “aprender as lições que devem ser aprendidas”.

'Poodle' de Bush

O presidente norte-americano George W. Bush homenageou Tony Blair, seu aliado, e criticou aqueles que tacham o primeiro-ministro inglês como sendo seu "poodle". Ouvi que o haviam chamado de 'poodle' de Bush. Porém, ele é maior do que isto. É apenas um ruído de fundo, uma distração do que é importante", declarou o presidente americano, que fala pela primeira sobre o apreço pessoal em relação ao aliado em uma entrevista.

O primeiro-ministro britânico foi criticado por ter arrastado a Grã-Bretanha à invasão americana do Iraque em 2003 e por ter apoiado de maneira irredutível a política externa dos Estados Unidos sem chegar a influenciar

Leia mais sobre: Blair - Brown





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