Varsóvia, 26 jun (EFE).- O Museu da História dos Judeus Poloneses, cujo objetivo será manter viva a lembrança da população judaica e sua cultura, além de promover a tolerância cultural e religiosa, começa a ser construído a partir de hoje em Varsóvia, mas de 60 anos após o final da guerra.
Na cerimônia de assinatura do documento que estabelece a construção do museu, celebrada junto ao Monumento aos Heróis do Gueto de Varsóvia, participaram o presidente da Polônia, Lech Kaczynski, o ex-presidente da Alemanha, Richard von Weizsacker, o enviado especial do presidente dos Estados Unidos Tevi Troy e o rabino chefe de Tel Aviv, Meir Lau, assim como representantes de muitas organizações judias e centenas de varsovianos.
"Tenho a esperança de que o Museu que ergueremos tornará possível um conhecimento mútuo melhor e o aprofundamento da reconciliação entre nossos povos", declarou o presidente polonês.
"Faremos o que estiver a nosso alcance para conseguir que este museu seja igualmente importante para os poloneses, assim como para os judeus. Devemos lembrar como João Paulo II, que tanto fez pelo diálogo entre poloneses e judeus e pela luta contra o anti-semitismo, lembrou a todos os católicos que os judeus são nossos irmãos maiores na fé", disse Kaczynski.
O prédio do Museu da História dos Judeus Poloneses será financiado pelos Governos da Polônia e da Alemanha, pela cidade de Varsóvia, pelas organizações judias polonesas e por todas as pessoas do mundo que queiram dar sua contribuição pessoal.
Antes da Segunda Guerra Mundial viviam na Polônia três milhões de judeus dos quais 400 mil moravam em Varsóvia.
Segundo se estima, a imensa maioria dos judeus poloneses, cerca de dois milhões e meio, morreram nos campos de extermínio de Auschwitz, Majdanek e Treblinka.
Depois da Segunda Guerra Mundial restaram apenas 500 mil judeus, enquanto hoje, segundo se estima, a minoria judia na Polônia conta com 25 mil pessoas. EFE rlz ma