Brasília, 26 jun (EFE).- Os índices de mortalidade infantil e de educação nas regiões mais pobres do Brasil tiveram uma notável melhoria, graças a um programa oficial renovado hoje, com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), informaram fontes da instituição.
A representante do organismo no Brasil, Marie-Pierre Poirier, disse, em um ato oficial, que nos últimos três anos houve uma "extraordinária" mudança entre as camadas mais pobres do nordeste.
Poirier afirmou que, neste período, os índices de mortalidade infantil tiveram reduções de 14,4% e caíram de 9,2% para 6,8%, muito perto da média nacional, que, no ano passado, ficou em 6,2%.
Resultados similares foram obtidos em relação aos índices de escolaridade e alfabetização, e foram atribuídos ao programa "Um mundo para a criança e o adolescente do semi-árido", promovido pelo Governo com apoio do Unicef. O projeto atende cerca de 13 milhões de jovens.
Segundo a representante, o programa consiste em "promover um esforço conjunto de Governos, organismos internacionais, empresas e toda a sociedade civil, para transformar a vida das crianças".
Participam do plano 1.150 municípios do nordeste do Brasil. Eles se comprometeram a melhorar suas políticas em relação à infância, a realizar uma constante troca de experiências e a cooperar na busca de iniciativas nas áreas de saúde e educação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presente no ato junto à representante do Unicef, explicou que o projeto se uniu a outros promovidos pelo Governo, como o Bolsa Família.
Lula também destacou a cooperação entre diversos setores da sociedade em programas como o patrocinado pelo Unicef.
"Um prefeito, um governador ou um presidente não podem resolver sozinhos os problemas do país, e a sociedade civil também não pode fazê-lo", disse. Lula falou que a iniciativa organizada nas regiões mais pobres do Brasil leva a compreender que "juntos é possível fazer o que não se fez durante séculos". EFE ed is/ma