26/06 - 18:09 - AFP

O grupo industrial Alstom, que acaba de colocar o pé no segmento de energia eólica ao comprar a espanhola Ecotecnia por 350 milhões de euros, não esconde suas ambições neste setor em forte crescimento, no qual pretende se desenvolver "agressivamente".
O presidente da Alstom, Patrick Kron, já havia indicado recentemente que seu grupo tinha intenções de entrar no setor de energia eólica com a compra de uma empresa "modesta" para ter acesso a esta tecnologia.
Nesta terça-feira, o grupo francês anunciou a assinatura de um protocolo de acordo para adquirir o fabricante de equipamentos de eletricidade Ecotecnia, com 220 milhões de euros de faturamento em 2006, a metade obtida na Europa, fora da Espanha.
Em 2007, suas vendas devem ficar entre 300 e 350 milhões de euros, destacou a Alstom, um crescimento da ordem de 36% a 40% em um ano.
A empresa de Barcelona, que centra 90% de sua atividade em energia elétrica e 10% em energia solar, é a nona mundial do setor, com 2% de participação no mercado, bem atrás dos gigantes: a dinamarqueza Vestas (30%), a americana General Electric (15%) e a espanhola Gamesa (15%).
As centrais eólicas registram uma potência de 640 KW a 1,67 MW e, inclusive, de 2 MW para um protótipo operacional e de 3 MW para um protótipo ainda em estudo.
"Se investirmos em energia eólica, não é para ter um faturamento de 300 milhões de euros!", declarou Patrick Kron, em entrevista à imprensa, durante a qual apresentou as ambições da empresa no ramo.
"Vamos desenvolver agressivamente esta companhia que será o vetor de desenvolvimento da Alstom em energia eólica", garantiu, após assinalar a vontade de investir várias "dezenas de milhões de euros" no crescimento da Ecotecnia, sobretudo mirando a China.
"Não excluímos a possibilidade de dar um impulso nesta atividade, como às outras atividades da Alstom, através de aquisições, se houver oportunidade", destacou.
Kron apresentou a compra da Ecotecnia como uma "evolução lógica" para a Alstom, "que já é um dos atores mais importantes em termos de tecnologia, com o fornecimento de equipamentos destinados à produção de eletricidade, gás, carvão, hidroeletricidade e equipamento destinado às centrais nucleares".
Ele destacou ainda que os investidores atuais do segmento de energia eólica "são importantes clientes da Alstom", como a espanhola Endesa ou a alemã EON.
ggy/lm
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