Jerusalém, 22 jun (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, está fechando o pacote de medidas de "boa vontade" que oferecerá ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, na cúpula de segunda-feira, no balneário egípcio de Sharm el-Sheikh.
Fontes do Governo confirmaram à Efe que "o pacote deverá ser aprovado pelo Conselho de Ministros na sessão de domingo". Estão sendo estudadas medidas nos planos diplomático, econômico e de segurança.
Olmert e Abbas, no seu primeiro encontro desde a sublevação do Hamas na Faixa de Gaza, vão dialogar com o presidente egípcio, Hosni Mubarak, e o rei da Jordânia, Abdullah II.
Os três países com os quais os territórios palestinos têm fronteiras devem oferecer o seu apoio a Abbas. Israel vai oferecer as "medidas de boa vontade" para fortalecer o novo Governo, chefiado pelo primeiro-ministro Salam Fayyad.
No plano diplomático, "Israel oferecerá à ANP retomar os contatos políticos com o novo Governo palestino", disseram as fontes. As ligações oficiais foram interrompidas há mais de um ano, devido à participação do Hamas no Executivo. Neste período, todas as relações foram através da Presidência.
O jornal "Ha'aretz" ressalta que a oferta depende de Fayyad aceitar o "Mapa de Caminho" como solução para o conflito palestino-israelense, rejeitar publicamente a violência e mostrar sua disposição de respeitar os acordos assinados até agora.
No plano econômico, Israel pode descongelar US$ 600 milhões retidos da ANP em impostos e taxas de alfândega.
Uma fonte do Ministério de Relações Exteriores disse à agência Efe que o Conselho de Ministros estudará "se vai transferir todo o dinheiro ou só uma parte".
Israel também oferecerá à ANP incentivos aos investimentos árabes na Cisjordânia, para a construção de parques industriais e maior oferta de emprego para a população.
Quanto às medidas de segurança, a oferta é muito menos generosa.
As fontes descartam a possibilidade de libertar presos palestinos em prisões israelenses, uma concessão que Abbas pede há mais de dois anos.
Israel também hesita em suspender os controles militares na Cisjordânia, que impedem o livre movimento de pessoas e mercadorias.
"Temos o plano 'Benchmark' dos Estados Unidos, que queremos que Israel aplique", disse ontem à Efe Yasser Abed Rabbo, assessor do presidente palestino.
Altos comandantes israelenses se opõem ao fim dos controles, e apóiam apenas uma retirada "tolerável".
Também se estuda a possibilidade, segundo o "Ha'aretz", de suspender as atividades de captura de militantes do Fatah na Cisjordânia por parte do Exército israelense e de permitir que os EUA forneçam novas armas à ANP. EFE elb mf