iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

CIA divulgará documentos sobre operações secretas na Guerra Fria

22/06 - 06:57 - EFE

Washington, 22 jun (EFE).- A Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) divulgará na próxima semana em seu site as "jóias da família", uma coleção de documentos sobre operações encobertas, muitas delas ilegais, executadas dentro e fora do território americano, que vão da tentativa de assassinar Fidel Castro à espionagem de jornalistas.

O diretor da agência, Michael Hayden, anunciou ontem à noite a desclassificação dos documentos. Ele falou num fórum de historiadores americanos, e explicou que os papéis "constituem a história da CIA". O material se refere principalmente à Guerra Fria dos anos 50, 60 e 70.

O Arquivo de Segurança Nacional da Universidade George Washington divulgou também ontem em seu site alguns documentos de janeiro de 1975. Nos textos, autoridades do Governo de Gerald Ford comentam a "descoberta" das atividades da CIA.

O então diretor da agência, William Colby, se refere aos "esqueletos no armário" que começam a aparecer na imprensa com denúncias de atividades ilegais. Elas vão desde as tentativas de assassinato de Fidel Castro, com a aberta participação do então procurador-geral americano Robert Kennedy, à infiltração de agentes entre grupos pacifistas.

Colby reconhece, numa reunião de 3 de janeiro de 1975, com Ford, que a CIA "dirigiu operações para assassinar líderes estrangeiros, mas sem sucesso". O documento que transcreve a reunião cita como alvos "Fidel Castro, Trujillo, o general Sneider do Chile e outros".

O mesmo documento aborda o grave problema derivado dos depoimentos prestados nos comitês parlamentares americanos que investigavam as atividades da companhia telefônica ITT no Chile da época de Salvador Allende.

Em reunião no dia seguinte, Henry Kissinger afirma a Ford que as atividades eram "só a ponta do iceberg". Ele alerta que se fosse revelado o envolvimento direto de Robert Kennedy na tentativa de assassinato de Castro "correria sangue".

Outro documento secreto desclassificado e divulgado pelo arquivo da Universidade George Washington revela a entrada na casa e no escritório de uma empregada da CIA que convivia com um cubano e outros episódios de buscas ilegais.

Os documentos admitem ainda a "leve" conexão da CIA com os assassinos do ditador dominicano Rafael Leónidas Trujillo, morto em 30 de maio de 1961. Mas negam a participação da CIA na morte, em 17 de janeiro de 1961, de Patrice Lumumba, líder da independência da República Democrática do Congo.

A espionagem de jornalistas como Seymour Hersh, que publicavam então denúncias sobre a infiltração nos grupos pacifistas e outras atividades ilegais da CIA dentro dos EUA fazem parte dos documentos agora revelados, assim como a interceptação da correspondência procedente da China e da União Soviética.

Há referências a testes com drogas em cidadãos americanos que não haviam sido advertidos, para comprovar a modificação de condutas. As experiências foram financiadas pela CIA entre 1963 e 1973.

A coleção de documentos secretos conhecida como "jóias da família", lembrou Hayden, é formada por relatórios dos empregados da CIA que, por ordem do então diretor da agência, James Schlesinger, davam conta de episódios de operações consideradas ilegais.

"Os documentos oferecem uma visão de tempos muito diferentes e uma agência muito diferente", disse o general Hayden. EFE alf mf




US Multimídia


Publicidade


Enquete