Washington, 21 jun (EFE).- As nuvens e as tempestades que apareceram no céu do Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral (Flórida) nesta quinta-feira obrigaram a Nasa a adiar para sexta-feira a aterrissagem do ônibus espacial Atlantis.
A agência americana considerou duas possibilidades de horário para hoje: uma às 13h55 hora local (14h55 em Brasília) e outra às 15h30 hora local (16h30 em Brasília).
A Nasa informou que no segundo horário as tempestades continuavam situadas a cerca de 55 quilômetros de Cabo Canaveral e as nuvens ainda estavam a cerca de dois quilômetros do local, o que "viola as regras de aterrissagem".
A nave terá novas oportunidades amanhã às 14h16 hora local (15h16 em Brasília) e às 15h52 hora local (16h52 em Brasília) no Centro Espacial Kennedy.
Caso o mau tempo impeça a aterrissagem na Flórida, cogita-se a possibilidade de o Atlantis pousar na Base Aérea de Edwards, na Califórnia.
Neste caso, as duas possibilidades de horário seriam às 15h50 hora local (16h50 em Brasília) e às 18h56 hora local (19h56 em Brasília) de sexta-feira.
A Nasa explicou que se as quatro alternativas de pouso amanhã falharem, seria possível fazê-lo no sábado.
A aterrissagem do Atlantis está prevista depois de uma missão de 14 dias na Estação Espacial Internacional (ISS).
Caso todas as oportunidades de amanhã se esgotem, a Nasa disponibilizaria uma pista no Novo México no sábado.
A agência espacial americana não parece estar convencida de que a aterrissagem poderá ser realizada na sexta-feira, já que o clima adverso em Cabo Canaveral e os ventos fortes na base aérea de Edwards devem continuar amanhã.
"Vamos lutar contra os mesmos desafios (de hoje) no Centro Espacial Kennedy e os ventos estão aumentando em Edwards", disse o astronauta Tony Antonelli, na mesa de controle de vôo em Houston, aos companheiros a bordo da nave.
Os responsáveis pela Nasa preferem que o Atlantis aterrisse no sudeste da Flórida, pois o custo da operação seria menor. O gasto aproximado para transportar a nave da Califórnia para Cabo Canaveral ultrapassaria US$ 1,7 milhões.
"É evidente que preferimos ficar no Centro Espacial Kennedy", disse John Shannon, chefe de missões da Nasa.
Os sistemas da nave têm potência suficiente para orbitar até domingo.
Durante a missão, o Atlantis levou à ISS dois novos lotes de vigas e painéis de energia solar, instalados durante quatro dias de trabalho dos astronautas fora do complexo que orbita a cerca de 350 quilômetros da Terra.
Pela primeira vez, os novos painéis solares contarão com um dispositivo rotatório que lhes permitirá acompanhar o Sol e proporcionar mais energia à nave.
Na quarta-feira, a Nasa realizou uma reunião não habitual, na qual tratou de vários assuntos que ainda não tinham sido aprovados pelos diretores da missão espacial.
Um deles era garantir que a camada de granito localizada embaixo da manta térmica que cobre algumas partes da nave, e ficou que descoberta quando um lado da manta levantou, é capaz de agüentar as altas temperaturas registradas quando o aparelho entrar de novo na atmosfera.
Além disso, a Nasa quis se assegurar de que o material que fica sobre a camada de rocha também pode suportar as temperaturas.
A reunião de quarta-feira à noite também serviu para analisar melhor um objeto que apareceu flutuando, segundo evidenciam as imagens, ao redor da nave quando ela se separou da ISS na terça-feira.
De acordo com os responsáveis pela agência espacial americana, o objeto era um pedaço de gelo.
O Atlantis aterrissará com a astronauta americana Sunita Williams, que ao chegar à ISS em dezembro do ano passado estabeleceu uma nova marca de estadia no espaço para uma mulher. Ela foi substituída na estação pelo astronauta Steven Swanson.
Os outros viajantes a bordo do Atlantis são o piloto Lee Archambault, o engenheiro de vôo Clayton Anderson e os especialistas Patrick Forrester e John Olivas. EFE co jfc/ma