Jerusalém, 19 jun (EFE).- O ministro do Meio Ambiente de Israel, Gideon Ezra, aconselhou hoje o primeiro-ministro Ehud Olmert a libertar o popular dirigente palestino Marwan Barghouti, numa mostra de apoio ao novo Governo palestino e ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
"É preciso ajudar Abbas com líderes que tenham a capacidade de dirigir o povo palestino, e não deixar que ele fique nas mãos daqueles que fracassaram em Gaza", declarou Ezra à rádio pública israelense.
Barghouti, de 49 anos e ex-secretário-geral do Fatah na Cisjordânia, foi detido por Israel em 2002, acusado de ser um dos chefes das Brigadas dos Mártires de al-Aqsa, milícia ligada ao movimento nacionalista.
Pouco depois, foi julgado por um tribunal em Tel Aviv e declarado culpado do assassinato de cinco pessoas. Ele hoje cumpre uma condenação de cinco prisões perpétuas.
No entanto, Ezra, ex-subchefe do serviço secreto Shabak, considerou que "desde o início do processo de Oslo, Israel libertou vários presos palestinos que tinham sangue nas mãos" e que Barghouti pode ser o próximo.
Em mensagem enviada ontem de sua cela, o carismático dirigente palestino anunciou seu apoio ao presidente Abbas e à sua decisão de declarar o estado de exceção e constituir um Governo de emergência.
Além disso, chamou a tomada de Gaza pelo Hamas de "um golpe militar", que considerou "uma ameaça perigosa à unidade e à causa palestina".
Apesar de sua condenação, Barghouti participa ativamente dos principais processos políticos da ANP. Os seus conselhos e decisões são seguidos fielmente pela população e pelos militantes do Fatah.
Devido ao impacto de suas decisões e de suas posturas políticas moderadas, Israel autoriza o líder palestino a entrar em contato com o exterior quase com absoluta liberdade. Em momentos de crise, ele teve acesso até mesmo ao escritório do diretor da prisão, para falar por telefone com outros dirigentes. EFE elb mf