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Zoellick pede apoio em Brasília e admite criação do Banco do Sul

18/06 - 23:25 - EFE

Brasília, 18 jun (EFE).- O candidato único à Presidência do Banco Mundial, Robert Zoellick, reconheceu hoje em Brasília que é "inevitável" que a criação de instituições como o Banco do Sul, reunindo Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai e Venezuela.

Zoellick encerrou hoje em Brasília uma viagem pelo mundo para conseguir apoio à sua eleição para presidente do Banco Mundial. Ele se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Em entrevista coletiva, o candidato afirmou que um dos desafios da instituição será "encontrar seu papel dentro do atual modelo de rede", no qual "estão aparecendo novos atores", como o Banco do Sul.

O projeto do Banco do Sul, proposto pela Venezuela, pretende se apresentar como uma alternativa ao Banco Mundial (BM) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Seus membros esperam que ele entre em funcionamento até o fim de 2007. Mas ainda não fixaram o total de fundos que cada país fornecerá para a sua constituição.

Zoellick observou que alguns países de renda média "podem pedir empréstimos mais baratos no mercado financeiro que no Banco Mundial". Mas lembrou que a instituição multilateral pode oferecer vantagens, como sua "experiência".

O ex-representante de Comércio dos Estados Unidos acrescentou que o Banco Mundial pode oferecer apoio aos países pobres nas negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).

"Não é uma negociação convencional. Os ministros precisam se sentar juntos e dizer como abrir os mercados levando em conta as sensibilidades de ambos lados. Aqui talvez o Banco Mundial possa ajudar", comentou.

Nas últimas duas semanas Zoellick visitou Gana, Etiópia, África do Sul, Reino Unido, França, a sede da Comissão Européia (órgão executivo da União Européia, em Bruxelas), Alemanha, Noruega, México e Brasil, para buscar apoios à sua candidatura, proposta pelos Estados Unidos, país que tradicionalmente elege o presidente do Banco Mundial.

Nas próximas semanas ele deverá ser eleito substituto de Paul Wolfowitz, que vai deixar o cargo no dia 30 de junho, após ser acusado de dar uma promoção e um aumento de salário à sua namorada, funcionária da instituição. EFE mp mf




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