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Sete crianças afegãs são mortas em ataque americano a escola e mesquita

18/06 - 02:14 - EFE

Cabul, 18 jun (EFE).- Pelo menos sete crianças e "vários insurgentes" morreram em um bombardeio sobre uma escola e uma mesquita pela aviação americana no leste do Afeganistão, informou hoje o comando local dos Estados Unidos.

A operação aconteceu na noite do domingo no distrito de Zarghun Shah (província de Paktika), sobre um prédio que continha uma mesquita e uma escola. O ataque matou sete crianças, segundo os primeiros relatórios.

Segundo o comunicado, as forças americanas receberam a permissão para efetuar o bombardeio após receber relatórios "confiáveis" de que o local servia para dar cobertura a "militantes da Al Qaeda".

"Este é um exemplo de como a Al Qaeda utiliza o status protetor de uma mesquita, assim como civis inocentes, como escudos", disse no comunicado o porta-voz americano Chris Belcher.

Nos últimos tempos as mortes de civis em ataques da coalizão ocidental foram multiplicadas no Afeganistão. Os fatos foram qualificados pelo presidente afegão, Hamid Karzai, como "inaceitáveis".

No final de abril morreram, vítimas de um bombardeio, 51 civis na província de Herat (oeste). Em 8 de maio, outros 21 civis foram mortos em operação na província de Helmand (sul).

As operações criaram um forte mal-estar para as forças internacionais que culminou numa resolução aprovada pelo Senado afegão, exigindo o fim de todas as operações que não respondam a um ataque prévio ou não tenham sido consultadas previamente com o Exército ou a Polícia do país.

A Isaf (Força Internacional de Assistência à Segurança) que a Otan dirige no Afeganistão não ocultou então que os ataques com vítimas civis das forças especiais americanos, que não estão sob comando aliado, põem à população contra si e dificultam seu mandato.

A operação do domingo contra a mesquita, na qual as tropas prenderam duas pessoas, aconteceu em um dia especialmente sangrento, quando aconteceu o maior atentado cometido até agora pelos talibãs desde a derrubada do regime fundamentalista.

No atentado - uma explosão dentro de um ônibus no qual viajavam instrutores da Polícia - morreram 35 pessoas e dezenas ficaram feridas no centro da capital, Cabul.

O fim do inverno no hemisfério norte recrudesceu os episódios de violência no Afeganistão, com constantes bombardeios, atentados suicidas e combates entre as forças ocidentais e os insurgentes.

Mais de 2.000 pessoas morreram este ano devido à violência no país, muitos deles civis. EFE lo pa




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