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Pnud sugere que México e EUA criem fundos para frear migração

18/06 - 15:05 - EFE

México, 18 jun (EFE).- O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) sugeriu hoje ao México e aos Estados Unidos que criem fundos de convergência regional com o objetivo de frear, "a longo prazo", o fluxo migratório de mexicanos a território americano.

O Pnud fez esta sugestão no Relatório de Desenvolvimento Humano México 2006-2007, sobre Migração e Desenvolvimento Humano, apresentado hoje na Cidade do México.

O programa da ONU sugere ao México que "promova ações de curto, médio e longo prazo que permitam tratar dos assuntos imediatos associados ao constante fluxo migratório".

A organização aconselha os Governos dos dois países, "por conveniência mútua", a desenvolver "uma estratégia sustentada de crescimento e redistribuição de renda".

"É desejável criar fundos de desenvolvimento e convergência regional com contribuições dos dois países, vinculados a resultados", afirma a instituição, que apresenta como exemplos os "fundos de coesão" europeus.

Segundo o documento, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do México em 2004 - o último número divulgado - ficou em 0,8031, o que o coloca entre os países com "alto desenvolvimento humano", aqueles que alcançaram ou superaram o nível do 0,80.

O estudo revela que os mexicanos que emigram aos EUA "não provêm das famílias mais pobres", mas admite que a relação entre a migração e a condição social "é mais complexa".

O Pnud sustenta que "as famílias cujos chefes estão empregados têm maior probabilidade de enviar um membro ao exterior que as famílias cujos chefes estão fora do mercado de trabalho".

O documento afirma também que os municípios que recebem mais remessas de dinheiro dos EUA por habitante são localidades rurais e muito isoladas.

Segundo o estudo, cerca de 29% desses envios "têm como destino 492 municípios (dos 2.439 totais) com níveis altos ou muito altos de marginalização, onde vivem 8,6% da população mexicana", de 103 milhões de pessoas no total.

Também afirma que existe uma "considerável desigualdade nos níveis de desenvolvimento das entidades federativas", ou seja, dos 32 estados mexicanos.

Para justificar esta afirmação, o Pnud ressalta que o Distrito Federal mexicano está à altura da República Tcheca em matéria de IDH. Este país ocupa o 30º posto na classificação mundial de países.

Enquanto isso, Chiapas, estado do sul do país, na fronteira com a Guatemala, equipara-se a Cabo Verde, em 106º lugar na lista.

Em relação aos estados, três dos cinco mais pobres têm taxas de migração muito superiores à média nacional, acrescenta o estudo.

O documento também mostra que os emigrantes mexicanos costumam ter mais educação que os membros das comunidades que abandonam, especialmente as rurais.

Sem dar mais detalhes ou fazer mais considerações sobre o assunto, o relatório destaca que "dados não-oficiais mostram que as mortes no cruzamento da fronteira aumentaram nos últimos anos, devido à maior rigidez da política migratória americana, (promovida) em meados dos anos 90".

"Esta maior rigidez se intensificou depois dos ataques terroristas de setembro de 2001, com um aumento de aproximadamente 220%", explica o Pnud. EFE rac is/dgr




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