Los Angeles, 15 jun (EFE).- O xerife do condado de Los Angeles, Lee Baca, defendeu hoje sua atuação no caso de Paris Hilton, enquanto aumentam os pedidos para que ele deixe o cargo por tratamento especial à herdeira da rede de hotéis Hilton.
Steve Whitmore, porta-voz do departamento de Baca, disse à imprensa que o xerife "se excedeu em suas obrigações para fazer o que é justo".
Whitmore declarou ainda que as pessoas se darão conta disso "quando o clima no 'Jerry Springer' se tornar mais calmo", em referência a um dos programas mais sensacionalistas da TV americana.
O porta-voz fez essas declarações à imprensa no centro de detenção feminino de Lynwood, na Califórnia, para o qual Paris Hilton voltou ontem e onde ela terminará de cumprir sua pena.
Descendente do fundador da rede de hotéis Hilton, Paris, de 26 anos, retornou para Lynwood depois ter passado um período na ala médica da prisão de Twin Towers, no centro de Los Angeles.
Em Lynwood, a socialite continuará pagando a pena de 23 dias imposta por ter sido pega dirigindo sem permissão, descumprindo, assim, as condições de sua condicional.
Baca terá que responder à Junta de Supervisores do Condado de Los Angeles porque decidiu mandar Paris cumprir prisão domiciliar, indo contra à resolução do juiz que tratou do caso.
A jovem milionária passou apenas uma noite em sua casa de estilo mediterrâneo antes de o magistrado encarregado do caso ordenar o retorno dela para a prisão.
Baca também é acusado de popuar a família de Paris de ficar na fila durante os dias de visita do centro penitenciário.
Whitmore ressaltou que, como a socialite cumpre pena em "regime especial" dentro do centro - mais especificamente, em uma unidade preparada para casos de maior apelo público -, as visitas também são regidas por outro horário.
As explicações foram dadas em meio a uma campanha popular para que Baca deixe seu posto. Organizadores de um abaixo-assinado lançado para tirar o xerife do cargo esperar conseguir 395.000 assinaturas nos próximos 160 dias. EFE ra sc