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Doenças ligadas à Aids foram maior causa mortis da África do Sul

15/06 - 12:08 - Reuters

Por Muchena Zigomo JOHANESBURGO (Reuters) - As doenças relacionadas à Aids figuraram entre as principais causas de morte do território sul-africano em 2005, quando o país registrou um aumento de 3,3 por cento no seu índice de mortalidade, disse nesta sexta-feira o órgão oficial de estatísticas da África do Sul.

Os dados sobre as taxas de mortalidade divulgados pela agência Estatísticas África do Sul mostraram que a tuberculose, a gripe e a pneumonia eram os maiores responsáveis por mortes de sul-africanos em 2005. E especialistas sugeriram que essas doenças estavam ligadas à pandemia de Aids que atinge o país.

'Não há nenhuma grande surpresa no relatório. Está muito claro que a causa por trás dessas mortes é o HIV (vírus da Aids),' afirmou François Venter, chefe da Sociedade de Médicos para o HIV na África do Sul. 'O preocupante é que o número de mortes continua a aumentar.'

A África do Sul possui uma das maiores taxas mundiais de contaminação pelo HIV -- 12 por cento dos 47 milhões de moradores do país teriam sido contaminados por essa doença mortal. Pesquisadores afirmam que a cada dia, em média, mil pessoas morrem na África do Sul devido à Aids e que 1.500 novos casos da doença são registrados.

Segundo o órgão oficial de estatísticas, a tuberculose -- doença comumente associada ao HIV -- respondeu por 12,5 por cento das 590 mil mortes registradas no país em 2005. No ano anterior, essa cifra havia sido de 12,3 por cento.

A gripe e a pneumonia, que, algumas vezes, também aparecem ligadas ao HIV, foram responsáveis por um total de 7,7 por cento das mortes, uma queda em relação à cifra de 8 por cento verificada em 2004.

O HIV em si foi responsabilizado por 2,5 por cento das mortes ocorridas durante o ano de 2005 (em 2004, havia sido responsabilizado por 2,3 por cento das mortes).

O número total de mortes aumentou 3,3 por cento. 'Em termos percentuais, trata-se de um aumento significativo, especialmente se levarmos em conta que, durante esse período, o aumento no número de mortes foi maior do que o aumento da população, de cerca de apenas 1 por cento', afirmou Kefiloe Masiteng, que trabalha no órgão de estatísticas.

Como parte dos esforços para tentar minimizar os graves danos humanos e econômicos provocados pela pandemia, o governo disse, em março, que ampliaria o acesso a remédios de combate à Aids e a testes para identificar o HIV. E também que seriam fornecidos serviços de aconselhamento para os doentes.

A Organização das Nações Unidas (ONU) diz que o governo sul-africano precisa acrescentar a essas medidas campanhas para encorajar a circuncisão entre os homens e a abstinência sexual, além de programas para combater a violência contra mulheres.





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