São Paulo, 10 jun (EFE).- São Paulo voltou a viver hoje o colorido desfile da 11ª Parada do Orgulho Gay, que reuniu cerca de 3,4 milhões de pessoas na Avenida Paulista para fazer reivindicações para a comunidade GLBTS (gays, lésbicas, bissexuais, transexuais e simpatizantes).
Segundo a organização, o encontro - o maior evento homossexual do mundo - contou com a presença de cerca de 3,4 milhões de pessoas, batendo o recorde do ano passado, quando 2,6 milhões de participantes levaram o evento ao Guinness, o livro dos recordes.
No entanto, a Polícia Militar, no primeiro boletim oficial, calculou os presentes em 1 milhão no início da Parada, mas admitiu que o número aumentou com a adesão de milhares de participantes que chegavam por outras ruas e a grande quantidade que esperava a chegada da marcha.
Os únicos incidentes registrados pela segurança durante o evento foram pequenos furtos e desmaios devido à desidratação.
A tradicional e gigantesca bandeira com as cores do arco-íris abriu o desfile, que contou com 23 trios elétricos. O dia de sol, com temperatura de 28 graus, estimulou a grande presença de pessoas na Parada.
Neste ano, o lema do evento foi "Por um mundo sem racismo, machismo e homofobia", pedindo ao Governo Federal que acelere as medidas para reconhecer e garantir os direitos dos homossexuais no país.
"Esta é a maior parada do planeta. Nossa cidade mostra cada vez mais que respeita as diferenças", disse hoje a ex-prefeita da capital paulista e ministra do Turismo, Marta Suplicy, uma das idealizadoras do evento.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM) destacou a presença turística e lembrou: "no ano passado vieram 200 mil turistas e em 2007 o número já chega a 300 mil, o que é muito importante para nossa cidade".
A 11ª edição da Parada Gay fez com que o comércio da capital paulista faturasse US$ 67,5 milhões no fim de semana.
Este ano, a prefeitura colaborou com US$ 200 milhões para o evento, que no ano passado conseguiu fazer com que o Congresso tipificasse a homofobia como crime, em um projeto de lei que deverá ser aprovado em breve.
Nas edições anteriores, a comunidade conseguiu que alguns estados, como Rio Grande do Sul e Paraná, reconhecessem a união estável entre pessoas do mesmo sexo e que várias empresas, entre elas estatais, passassem a conceder benefícios e pensões aos companheiros de trabalhadores homossexuais.
A adoção de menores por casais do mesmo sexo foi outra conquista da comunidade, que contou com o apoio do Congresso.
Além do desfile, foram realizados vários eventos e festas noturnas paralelas, aproveitando o feriado de Corpus Christi, na quinta-feira. Empresas e repartições públicas decretaram ponto facultativo na sexta-feira.
No feriado, a 7ª Feira Cultural GLBTS reuniu 150 mil pessoas no Vale do Anhangabaú, no centro da cidade. EFE wgm ev/pa