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Soldado libanês morre em tiroteio no campo de Nahr al-Bared

09/06 - 08:28 - AFP

Um soldado libanês morreu neste sábado nos tiroteios entre o exército e os combatentes do Fatah al-Islam, entrincheirados desde o dia 20 de maio no campo de refugiados palestino de Nahr al-Bared, no norte do Líbano.

Um porta-voz do exército libanês disse à AFP que "um militar foi morto e vários outros ficaram feridos no tiroteio", sem dar mais detalhes.

Assim, o número de vítimas deste conflito desde o dia 20 de maio chega a 106, sendo 47 militares libaneses.

O porta-voz do Fatah al-Islam, Shahin Shahin, declarou à AFP que "o exército lançou um ataque contra nossas posições, mas o ataque foi repelido".

O exército libanês utilizou artilharia pesada neste sábado. Dezenas de obuses foram disparados contra a parte norte do campo, onde estão entrincheirados os combatentes islâmicos.

Os disparos tornaram impossível a circulação na estrada que leva à fronteira síria. A queda de obuses provocou incêndios, e uma densa fumaça negra se elevava das posições bombardeadas no campo.

Desde o início dos combates, o exército libanês alega que não quer invadir o campo por causa da presença dos refugiados palestinos. Segundo o exército, cerca de 4.000 desses refugiados sobrevivem em Nahr al-Bared em condições precárias. Eles eram 31.000 antes do conflito.

De acordo com o porta-voz do Fatah al-Islam, "o exército está aumentando a pressão porque seu comandante-chefe, Michel Suleiman, deve se reunir com a delegação de mediadores" palestinos e libaneses.

Por enquanto, esta delegação formada por ulemás palestinos e libaneses que chegou sexta-feira a Nahr al-Bared só pôde se encontrar com Shahin Shahin, do Fatah al-Islam, informou neste sábado em comunicado o xeque Fathi Yakan, um dos membros da delegação.

"Os líderes do Fatah al-Islam não aparecem mais. Só pudemos nos encontrar com o porta-voz. Os principais líderes, como Chaker Absi, são invisíveis e não negociam", acrescentou.

O grupo, que admite uma convergência de ideologias com a Al-Qaeda, é acusado pelo governo libanês de ser manipulado pelos serviços de inteligência sírios, o que Damasco desmente.

nt/yw





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