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Moscou pede que EUA paralisem plano de instalação de escudo na Europa

09/06 - 13:48 - EFE

Moscou, 9 jun (EFE).- O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, afirmou hoje que os Estados Unidos devem "congelar" o plano de instalação de seu escudo antimísseis na Europa enquanto estuda a proposta alternativa russa e ambos os países realizam consultas.

"É imprescindível congelar a instalarão do sistema antimísseis durante o período de estudo e negociações. Propomos aos EUA que façam uma análise conjunta e profissional para esclarecer este assunto e encontrar uma postura negociada", destacou o ministro de Assuntos Exteriores russo.

Lavrov frisou que a oferta russa feita aos EUA para que ambos os países usem juntos um radar que a Rússia alugaria do Azerbaijão permite que Washington abra mão de instalar um equipamento próprio na República Tcheca e dez foguetes interceptores na Polônia.

Ao mesmo tempo, o ministro russo se mostrou "surpreso" com o fato de a oferta russa sobre o emprego conjunto do radar azerbaidjano de Gabalá ter sido interpretada no Ocidente como um reconhecimento de Moscou de que o Irã realmente é uma ameaça, pois o Kremlin sustenta que o escudo dos EUA está dirigido contra a Rússia e ameaça sua segurança.

Lavrov acrescentou que Moscou convida a todos os países interessados a se unirem à Rússia e aos EUA em uma análise conjunta multilateral das ameaças estratégicas que podem surgir no mundo até 2020, segundo a agência "Interfax".

Os EUA classificaram como "interessante" a proposta que o presidente russo, Vladimir Putin, fez durante a cúpula do G8 a seu colega americano, George W. Bush, e aceitou estudá-la. Porém, a Administração americana disse que não renuncia à instalação de seu escudo no Leste Europeu.

Putin disse ontem que a aceitação de sua proposta pelos EUA permitiria a Moscou não apontar seus mísseis para a Europa, como havia ameaçado. Porém, ressaltou que, de qualquer maneira, a Rússia continuará criando novos sistemas de armas capazes de perfurar o escudo americano.

Putin e Bush devem continuar as consultas sobre o tema durante a visita que o líder russo fará aos EUA em 1º e 2 de julho. Moscou já disse que espera conseguir "propostas concretas" até essa cúpula.

EFE se sc




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