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Correspondentes protestam contra uso de falso carro de TV em atentado

09/06 - 18:38 - EFE

Jerusalém, 9 jun (EFE).- A Associação da Imprensa Estrangeira em Israel e nos Territórios Palestinos protestou hoje contra o uso de um veículo blindado com uma logomarca de TV no ataque cometido hoje contra o posto de fronteira de Kisufim, entre Israel e a Faixa de Gaza.

"Veículos blindados marcados com o sinal de TV são uma proteção inestimável para os jornalistas de verdade que trabalham em um ambiente hostil. E o abuso de hoje é um acontecimento grave.

Condenamos os responsáveis", diz a associação em comunicado.

"Um incidente como o de hoje reduzirá a proteção oferecida por esses carros. E não há dúvidas de que o trabalho dos jornalistas será mais difícil a partir de agora".

O grupo afirma que teve que lutar para ter esse tipo de veículos à disposição de seus membros e continuará lutando pelo uso legítimo deles.

O ataque de hoje foi cometido com um jipe levando quatro militantes que conseguiram forçar a cerca de fronteira e penetrar em Israel.

No tiroteio com os soldados israelenses, um dos palestinos morreu.

O porta-voz da Jihad Islâmica, Abu Ahmad, explicou depois à imprensa na Cidade de Gaza que se fora uma operação suicida e que o jipe estava carregado de explosivos.

Dezenas de bombas foram lançadas antes para permitir que o veículo se aproximasse da cerca.

Ahmad acrescentou que três dos militantes voltaram para Gaza, mas que um deles ficou porque tinha capturado um soldado israelense que pretendia levar à Faixa. Mais adiante, no entanto, Ahmad declarou a uma rádio local que o objetivo da operação tinha sido seqüestrar um soldado israelense.

Segundo o Exército de Israel, nenhum militar sofreu nada.

A operação foi executada por dois membros da Jihad Islâmica e dois das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa filiadas ao movimento nacionalista Fatah, liderado pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas.

As Brigadas advertiram hoje, em comunicado, que se recusam a acertar um cessar-fogo "unilateral" com Israel, como propôs Abbas para tirar dos israelenses o argumento que usam para justificar suas operações.

No Cairo, capital do Egito, as facções palestinas estudam a possibilidade de um cessar-fogo com Israel, bem como a situação criada pela violência interna entre milícias e as operações israelenses. EFE dm pa




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