Jerusalém, 9 jun (EFE).- A Associação da Imprensa Estrangeira em Israel e nos Territórios Palestinos protestou hoje contra o uso de um veículo blindado com uma logomarca de TV no ataque cometido hoje contra o posto de fronteira de Kisufim, entre Israel e a Faixa de Gaza.
"Veículos blindados marcados com o sinal de TV são uma proteção inestimável para os jornalistas de verdade que trabalham em um ambiente hostil. E o abuso de hoje é um acontecimento grave.
Condenamos os responsáveis", diz a associação em comunicado.
"Um incidente como o de hoje reduzirá a proteção oferecida por esses carros. E não há dúvidas de que o trabalho dos jornalistas será mais difícil a partir de agora".
O grupo afirma que teve que lutar para ter esse tipo de veículos à disposição de seus membros e continuará lutando pelo uso legítimo deles.
O ataque de hoje foi cometido com um jipe levando quatro militantes que conseguiram forçar a cerca de fronteira e penetrar em Israel.
No tiroteio com os soldados israelenses, um dos palestinos morreu.
O porta-voz da Jihad Islâmica, Abu Ahmad, explicou depois à imprensa na Cidade de Gaza que se fora uma operação suicida e que o jipe estava carregado de explosivos.
Dezenas de bombas foram lançadas antes para permitir que o veículo se aproximasse da cerca.
Ahmad acrescentou que três dos militantes voltaram para Gaza, mas que um deles ficou porque tinha capturado um soldado israelense que pretendia levar à Faixa. Mais adiante, no entanto, Ahmad declarou a uma rádio local que o objetivo da operação tinha sido seqüestrar um soldado israelense.
Segundo o Exército de Israel, nenhum militar sofreu nada.
A operação foi executada por dois membros da Jihad Islâmica e dois das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa filiadas ao movimento nacionalista Fatah, liderado pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas.
As Brigadas advertiram hoje, em comunicado, que se recusam a acertar um cessar-fogo "unilateral" com Israel, como propôs Abbas para tirar dos israelenses o argumento que usam para justificar suas operações.
No Cairo, capital do Egito, as facções palestinas estudam a possibilidade de um cessar-fogo com Israel, bem como a situação criada pela violência interna entre milícias e as operações israelenses. EFE dm pa