Miami, 8 jun (EFE).- O Governo dos Estados Unidos aprovou o primeiro remédio para emagrecimento que não precisa de receita e que, se for combinado com um regime, pode ajudar uma pessoa a perder até 50% mais peso que o que perderia apenas fazendo regime, informou hoje a empresa GlaxoSmithKline.
O remédio "Alli", que começará a ser vendido no dia 15 de junho, é indicado para adultos com sobrepeso que sigam uma dieta pobre em gorduras e calorias.
"Não é uma pílula mágica", disse em entrevista à Efe a nutricionista porto-riquenha Sylvia Meléndez-Klinger, para quem o novo remédio é um "empurrãozinho" que pode facilitar a perda de peso e ajudar a prevenir problemas de saúde derivados da obesidade, como o diabetes, o colesterol e a hipertensão.
Segundo a especialista, existe uma "pressão para auxiliar o público a perder peso" e, ao contrário de outros remédios para emagrecer que podem ser comprados sem receita no mercado, os estudos da FDA (agência americana que regulamenta alimentos e remédios) demonstram a "eficácia e segurança" do "Alli".
Ela acrescentou que a aprovação da venda desta pílula sem prescrição médica se deve ao fato de ela só funcionar no intestino e não ter efeitos no coração ou no sistema nervoso, como as que precisam de receita.
A GlaxoSmithKline recomendou, em comunicado divulgado à imprensa, que a cápsula deve ser tomada três vezes por dia, junto com as refeições, para bloquear cerca de 25% da gordura ingerida junto com os alimentos.
O laboratório afirma que com as pílulas, combinadas a um estilo de vida saudável, o consumidor pode chegar a perder 50% mais do que perderia apenas fazendo dieta.
O novo remédio para emagrecer virá acompanhado de um guia de alimentação saudável, um diário, um contador de gorduras e calorias, cartões de informações para consultas rápidas e acesso gratuito a um plano de ação individual na Internet. EFE scr lb/fal