07/06 - 12:46, atualizada às 20:42 07/06 - Redação com agências
Heiligendamm - Os Estados Unidos informaram, nesta quinta-feira, que o acordo sobre mudança climática, firmado pelo Grupo dos Sete Países Mais Desenvolvidos e a Rússia (G8), servirá apenas para "orientar" as emissões de gases de efeito estufa, e não estabelecer limites.
Os países do G8 reconheceram a necessidade de reduzir substancialmente as emissões de gases causadores do efeito estufa, garantindo que analisarão com seriedade o objetivo de reduzir as mesmas à metade até 2050, segundo um acordo concluuído na reunião de cúpula de Heiligendamm, anunciou nesta quinta-feira a chanceler alemã, Angela Merkel.
"Entramos no acordo hoje, com todos os principais emissores, para considerar seriamente as decisões adotadas pela União Européia, Canadá e Japão que prevêem uma redução pelo menos à metade das emissões globais (de gases-estufa) até 2050", afirma o texto do comunicado final.
"Nós nos comprometemos a cumprir estas metas e convidados as principais economias emergentes a se juntarem a nós neste esforço", acrescentou a declaração.
Merkel, que preside a reunião, afirmou à imprensa que era um "grande sucesso". Ela deu a entender que conseguiu um acordo para reduzir a emissão de gases poluentes.
"Muitos países evoluíram", acrescentou, em alusão aos Estados Unidos, que em um princípio se opunha a alcançar um compromisso em números.
"A meta de reduzir os gases causadores do efeito estufa na citada proporção, sugerido pelos Estados europeus, é compartilhado pelo conjunto dos Estados do G8", afirmou.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, consideram o acordo "um grande passo" para enfrentar o problema, mesmo sem metas de cumprimento obrigatório.
Os Estados também se comprometeram claramente a dar continuidade a este processo, iniciado sob a mediação da ONU, para lutar contra o aquecimento global assim que expirar o Protocolo de Kyoto em 2012.
"O processo da ONU é o fórum adequado para as negociações sobre o clima", confirmou.
O protocolo de Kyoto obriga os países desenvolvidos signatários a reduzir as emissões de CO2.
O compromisso de Heiligendamm é um sinal forte na perspectiva da conferência das Nações Unidas que será realizada em Bali (Indonésia) em dezembro, para examinar o que acontecerá neste período pós-Kyoto, comemorou a chanceler.
"O G8 concordou em concluir a negociação de Bali em 2009. Terá um princípio claro e um final claro em 2009", destacou.
A presidência alemã do G8 havia transformado em prioridade a redução das emissões mundiais de CO2, responsáveis pelo aquecimento global, em 50% até 2050, com relação às de 1990.
Não foi precisado qual ano foi considerado como referência no acordo adotado esta quinta-feira.
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