06/06 - 22:36 - AFP

Graças às mudanças no estilo de vida e aos avanços na medicina, houve uma redução de 40% nas mortes por doenças cardiovasculares nos Estados Unidos, de 1980 a 2000, de acordo com um estudo anglo-americano publicado nesta quarta-feira.
Apesar de ter sido possível prevenir 342.000 mortes prematuras por problemas cardiovasculares, as doenças cardíacas continuam sendo a primeira causa de mortalidade nos EUA, destacam os autores do relatório publicado no "New England Journal of Medicine" (NEJM) de 7 de junho.
A limitação do hábito de fumar combinada à queda na taxa de colesterol e da pressão arterial, graças ao uso de medicamentos, exercício físico e um melhor regime alimentar, explicam a redução em 44% do número de óbitos devido a falhas cardíacas.
Já 47% são resultado de intervenções cirúrgicas e da utilização de próteses arteriais.
Os pesquisadores do estudo, conduzido pelo doutor Earl Ford, do Centro Federal de Controle e Prevenção de Doenças, destacam, contudo, que "a prevalência da obesidade e diabetes aumenta de forma alarmante". O sobrepeso foi determinante em 26.000 falecimentos em 2000, e o diabetes, em 33.500 casos.
Sem levar em conta os impactos negativos destas duas doenças, os autores consideraram que a diminuição da quantidade de fumantes gerou um retrocesso de 12% na mortalidade por causas cardiovasculares, de 1980 a 2000.
A melhora nos tratamentos de hipertensão arterial contribuiu para baixar estas mortes em 20%, e a redução dos níveis de colesterol, em 24%.
Nenhum medicamento em especial gerou avanços de destaque nos tratamentos de afecções cardiovasculares, entre 1980 e 2000.
js/tt
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