06/06 - 23:16 - AFP

O chamado "chanceler" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Granda, disse nesta quarta-feira que não traiu a dignidade da guerrilha e se definiu como "um seqüestrado do Estado" em mensagem enviada ao movimento, por intermédio dos jornalistas.
"Queria mais do que tudo enviar a todos os guerrilheiros colombianos a mensagem de que fiquem tranqüilos, que fiz valer a dignidade das Farc", disse Granda aos repórteres na porta da Conferência Episcopal colombiana, onde se encontra após ser libertado pelo governo.
O chefe rebelde - que saiu na segunda-feira da prisão por decisão do presidente Alvaro Uribe, que atendeu a um pedido de seu colega francês, Nicolas Sarkozy -, declarou-se também como "o primeiro seqüestrado pelo Estado colombiano" e garantiu que "sempre trabalhou pela paz deste país".
Ao ser perguntado pelos jornalistas, se as Farc estariam dispostas a libertar o filho de Clara Rojas, vice da política franco-colombiana e ex-candidata à presidência nacional Ingrid Betancourt, Granda afirmou: "não podemos dizer ao país que vamos manipular questões de sentimentos".
"Isso (o nascimento do menino Emmanuel, hoje com três anos, no meio do seqüestro de sua mãe) é uma tragédia, mas também muitas guerrilheiras tiveram seus filhos nas prisões, lá elas deram à luz e outras guerrilheiras também tiveram seus filhos retirados do ventre", acrescentou.
Finalmente, Granda acusou o governo Uribe de manipular informação sobre o comandante rebelde Álvaro Gener López. "Tentaram mostrar que está desmobilizado. Este camarada é um homem muito valioso e não foi desmobilizado, está na prisão (da cidade de) La Dorada", concluiu.
sab/tt
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