Bogotá, 5 jun (EFE).- O "chanceler" das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Granda, que saiu na segunda-feira da prisão por ordem do presidente colombiano, Álvaro Uribe, deixou hoje nas mãos do grupo a autorização para fazer gestões de paz e mediar a libertação dos reféns da guerrilha.
O líder guerrilheiro, que cumpria uma pena de cinco anos e dez meses de prisão por "rebelião agravada", expressou em comunicado que espera a permissão do comando das Farc para decidir se exerce a missão de "gerente da paz" outorgada pelo Executivo colombiano.
Uribe disse na segunda-feira que tinha libertado mais de 150 rebeldes que estavam presos, em uma tentativa de conseguir a libertação dos 56 policiais, soldados, políticos e americanos que as Farc mantêm cativos.
Além disso, revelou que libertou Granda por pedido de seu colega da França, Nicolas Sarkozy, interessado na liberação dos reféns, particularmente da ex-candidata presidencial franco-colombiana Ingrid Betancourt.
As Farc afirmaram este fim de semana que as libertações anunciadas por Uribe eram uma "farsa" e uma "cortina de fumaça" para esconder o escândalo pela detenção de cerca de 20 congressistas por ligações com paramilitares.
Granda, que está recluso temporariamente na sede do Episcopado em Bogotá, agradeceu a gestão de Sarkozy e disse que este governante "seguramente teve ciência" que nem ele nem as Farc são terroristas ou narcotraficantes, como afirma o Governo colombiano.
Por outro lado, o dirigente insurgente criticou Uribe e o acusou de "tentar dividir as Farc soltando desertores e personagens obscuros que se autoproclamam comandantes guerrilheiros de tropas inexistentes". EFE gta ma