iG - Internet Group

iBest

brTurbo

 

publicidade

 

iG BUSCA

enhanced by


Home > Notícia
  • Tamanho do texto
  • A
  • A

Combates no sul do Afeganistão deixam 36 mortos, 16 deles policiais

31/05 - 11:41, atualizada às 15:09 31/05 - EFE

CABUL - Os combates ocorridos hoje no sul do Afeganistão deixaram pelo menos 36 mortos, 16 deles policiais afegãos atacados por insurgentes talibãs na província de Zabul, segundo porta-vozes oficiais.

Os policiais morreram em um ataque contra seu posto no distrito de Shahjoy (norte da província de Zabul), informou o porta-voz do Ministério do Interior, Zemaria Bashari, acrescentando que os talibãs foram contidos com apoio do Exército.

Na província de Helmand, pelo menos 20 talibãs morreram em um ataque conjunto do Exército afegão e as tropas da Força Internacional de Assistência para a Segurança no Afeganistão (Isaf), que bombardearam "várias bases inimigas" no distrito de Sangin, segundo o porta-voz do Ministério da Defesa, Zahir Azimi.

O general Azimi explicou que a operação começou de manhã na região de Shaly, no norte de Helmand. Sete soldados da Isaf morreram nesta província na quarta-feira, na queda de um helicóptero, cuja autoria foi assumida hoje por talibãs.

O porta-voz talibã Zabeeullah Mujahid disse que foram suas forças que derrubaram um dos helicópteros que sobrevoavam a área de Kajaki, em Helmand.

Segundo Mujahid, que elevou para 35 o número de mortos, os talibãs empregaram um "novo míssil antiaéreo" para derrubar o Chinook, que se incendiou no ar antes de cair.

Uma fonte do Pentágono informou na quarta-feira que os sete soldados que viajavam na aeronave morreram, entre eles cinco americanos.

A fonte, que pediu anonimato, disse que o helicóptero caiu por razões desconhecidas, porém não descartou que tenha sido derrubado por um morteiro.

A Isaf insistiu hoje em que o caso "ainda está sendo investigado", pois as primeiras informações indicam que "fogo inimigo pode ter derrubado" o helicóptero.

"Estamos entristecidos, mas não desanimados", acrescentou a porta-voz da Isaf Angela Billings em comunicado, no qual informou sobre a continuidade das operações em Helmand.

Duas mil tropas da Isaf e afegãs, metade delas britânicas, realizam a Operação Lastay Kulang, em Helmand, para "deter as tentativas dos extremistas talibãs de controlar o vale de Sangin".

A ofensiva é a "continuação do progresso feito" durante a Operação Aquiles que a ISAF e o Exército iniciaram há quase três meses no norte de Helmand, concentrada principalmente no distrito de Sangin.

O objetivo estratégico das operações é proteger a construção da represa de Kajaki, no distrito de mesmo nome e vizinho de Sangin, que, financiada pelos Estados Unidos, fornecerá eletricidade para 1,8 milhão de habitantes do sul do país.

No domingo, os talibãs anunciaram a intenção de intensificar a luta contra as forças do Governo afegão e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em todo o país.

Os insurgentes disseram ter lançado uma nova operação, batizada de Kamin, na qual utilizaram "todo tipo de armas e ataques", segundo um porta-voz, que ressaltou que inclui combates corpo-a-corpo e tácticas de guerrilha.

Os ataques, atentados suicidas e combates provocaram a morte de mais de 1.700 pessoas no Afeganistão este ano.

Saiba mais sobre: Afeganistão





US Multimídia


Publicidade


Enquete