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Traffic pede que UE promova comércio legal de fauna e flora selvagens

30/05 - 21:20 - EFE

Genebra, 30 mai (EFE).- A organização ambientalista Traffic pediu hoje à União Européia (UE), principal importador de produtos elaborados com flora e fauna selvagem, que promova o comércio legal e sustentável para garantir a conservação da biodiversidade e potenciar o desenvolvimento econômico.

A Traffic é um programa conjunto da União Mundial para a Conservação (IUCN) e do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) especializado na supervisão do comércio de espécies selvagens.

Em seu relatório "Oportunidade ou ameaça: O papel da União Européia no comércio mundial de fauna e flora", divulgado hoje, a entidade analisa o impacto das importações deste tipo de produtos pela UE e a importância de garantir um comércio legal e sustentável, para o que considera imprescindível assessorar os países emergentes.

A publicação do estudo acontece na mesma semana em que começa na Holanda a Conferência trienal das Partes do Convênio Internacional sobre o tráfico de Espécies de Flora e Fauna (Cites), da qual participarão até o dia 15 de junho representantes de mais de 170 países.

"À medida que o número de membros da UE aumenta, também o faz o mercado e a demanda deste tipo de produtos", afirmou o diretor da Traffic Europa, Rob Parry-Jones, através de um comunicado divulgado em Genebra.

"Não podemos ignorar o comércio ilegal que cresce para dar resposta à demanda de animais exóticos, madeira e outros produtos. É uma séria ameaça para a sobrevivência de espécies como os répteis e esturjões", declarou Parry-Jones.

O estudo diz que o comércio ilegal não só é "uma das principais causas da perda de biodiversidade e uma séria ameaça para a sobrevivência de muitas espécies", mas também afeta a economia dos países emergentes.

Nesse sentido, a Traffic diz que "o comércio legal e bem regulado" pode trazer lucros para as economias e as comunidades locais e, inclusive, à conservação da natureza.

A organização calcula que a UE gastou em 2005 cerca de € 93 bilhões em importação de produtos elaborados com animais e plantas selvagens, como bolsas e sapatos de serpente, móveis elaborados com madeiras nobres e caviar do mar Cáspio.

Além disso, diz em seu relatório que foram importadas peles de 3,4 milhões de lagartos, de 2,9 milhões de crocodilos e de 3,4 milhões de serpentes, espécies todas protegidas pelo Cites.

O relatório diz que, durante este período, também chegaram à UE 300.000 serpentes vivas para serem comercializadas como animais de estimação e 424 toneladas de caviar de esturjão, mais da metade das importações mundiais. EFE mpg fal




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